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Futuro ministro da Justiça, Dino propõe desarmamento, evitar politização das polícias e Justiça antirracista

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Ele disse ainda que quer o Coaf de volta à estrutura do Ministério da Justiça ou do da Defesa

 

O futuro ministro da Justiça, Flávio Dino, disse nesta sexta-feira (9), em entrevista à GloboNews, que vai buscar promover um desarmamento da sociedade e evitar politização das polícias. Dino também quer que a Justiça seja antirracista.

 

“Dialogar sempre, e deixar claro que uma corporação armada do Estado, qualquer que seja ela, não pode estar a serviço de facção. Seja uma facção política ou de outro tipo”, afirmou Dino em entrevista à GloboNews.

 

“Uma coisa é o direito ao voto. Pouco importa ao nosso governo em quem cada policial votou ou vai votar. Mas a sua atuação profissional não pode estar pautada pelo seu apetite individual”, completou.

 

Desarmamento

 

Ao explicar a busca pelo desarmamento, Dino disse que armas não podem continuar sendo usadas para crimes dentro das casa e de locais públicos.

 

“Nas zonas urbanas, também teremos a volta à lei no que se refere ao armamentismo. Precisamos fazer que as armas não sejam transformadas em instrumentos de perpetração de crimes nos lares, nos locais de trabalho e nas escolas”, afirmou.

 

Ele disse ainda que o futuro governo deverá adotar estímulos, até mesmo econômicos, para a entrega de armas por parte da população.

 

“Haverá estímulos à entrega voluntária [de armas], inclusive vamos procurar estruturas estímulos econômicos. E vamos encurtar o registro. Se a pessoa diz que tem uma arma, é preciso que apresente se a arma existe mesmo e onde ela está. E haverá, com efeitos futuros, vedação a certas aquisições como essas de fuzis, metralhadoras e assim sucessivamente. É absolutamente descabido”, completou.

 

Justiça antirracista

 

Para o futuro ministro, não basta a Justiça não ser racista. É preciso que seja antirracista, no sentido de combater esse tipo de crime.

 

“Não basta à Justiça não ser racista, é preciso que ela seja antirracista, ou seja, que ela difunda uma cultura da paz, dos direitos humanos, da igualdade e da lei. A mesma coisa em relação ao feminicídio”, argumentou.

 

Hoje o controle de armas está divido entre a Defesa e a Justiça.

 

Dino disse que “não vai disputar” o tema com a Defesa, mas acha importante que os sistemas sejam unificados para evitar lacunas e problemas de funcionamento. “E com isso, a gente ter a garantia de que não haja circulação de armas em lugares indevidos”, disse.

 

Coaf

Dino também afirmou que quer o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) de volta ao MInistério da Justiça ou ao da Defesa. No governo Jair Bolsonaro, o Coaf foi para o Banco Central.

 

Cabe ao Coaf, por exemplo, receber, examinar e identificar as ocorrências suspeitas de atividades ilícitas no sistema financeiro.

 

“Hoje o Coaf está sob autoridade do Banco Central. É uma localização esquisita, eu diria, porque hoje o Banco Central tem independência. Não é propriamente atribuição da autoridade monetária, que já tem tantos deveres, cuidar de mais isso. Aparentemente, havia uma ideia de escantear esse órgão tão importante”, completou.

 

“Deve voltar para o local certo, ou na Fazenda ou na Justiça, e com isso a gente ter um controle”, defendeu Dino.

 

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