Publicidade

Fundamentalismo Religioso Impera na Política da Arte no DF

  • em


O retorno à Era das Trevas emerge com toda força na câmara distrital do DF. O Projeto de Lei 1958/2018 aprovado em primeiro turno na terça-feira dia 18 na câmara legislativa é uma afronta a liberdade de expressão artística e ao pluralismo cultural. Deixar os espaços culturais livres da censura é fundamental para atividade artística. Artistas são seres sociais, nascidos e criados para expressar sua arte na sua sociedade e abordar temas difíceis de uma forma lúdica e bela, temas amplamente abordados nos clássicos em todos os segmentos históricos da arte.

 

O DF está fechando as portas para que novos artistas livres possam se expressar, fechando oportunidades de que apareçam novos gênios como Milo Manara, e suas lindas musas nos quadrinhos clássicos. Corremos ainda o risco de não podermos usar a mensagem gráfica para expressar nossa crítica ao crescente fundamentalismo religioso. O que está por trás dessa atitude de membros da casa distrital é a intolerância e a imposição de sua agenda conservadora ferindo princípios básicos constitucionais. Não há arte e democracia sem liberdade de expressão.

 

Esta ação deseduca uma sociedade já fragilizada de convicções, e se apresenta como uma decisão perigosa para o futuro cultural dos Brasilienses. Devemos sempre lembrar que a arte só existe porque a vida não basta e através de suas manifestações temos a expressão máxima da crítica construtiva na sociedade, só teremos uma sociedade forte, com arte e educação livres dos dogmas que amarram os pobres a miséria e ricos ao capital.

 

 

O Poder é incalculável, pode até haver o pior, porém nós artistas gritaremos de pé e não aceitaremos de joelhos!

 

  • Compartilhe