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FMI sinaliza que salvar idosos é muito custoso

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A Diretora-Presidente do FMI, Cristiane Lagarde, emitiu sinistra declaração, afirmando que “os idosos são a causa de muitas despesas com aposentarias e outros direitos”.  Sua declaração funciona como uma espécie de senha, para que o neoliberalismo selvagem aproveite a oportunidade trágica da Pandemia Coronavírus, e reduza drasticamente os direitos que, em outras circunstâncias, exigem longo tempo de ação parlamentar e eleitoral para serem destruídos. O FMI quer usar a Pandemia para exterminar o que ainda sobra de Estado do Bem-Estar Social.

Seguindo a lógica de assassinato econômico de Lagarde, Bolsonaro também sinaliza que “economia não pode parar, alguns vão morrer”, sendo que na Espanha, em razão da destruição do Estado de Bem-Estar Social nas últimas décadas, há casos em que um respirador deve ser disputado por 4 ou mais idosos, com os médicos na obrigação trágica de escolher quem vai viver.

Nestas horas, as declarações de Lagarde e Bolsonaro funcionam com sentença de morte para os mais idosos, quando a solução está na ampliação dos serviços estatais e de seus equipamentos de saúde, para que todos possam ser salvos, não apenas os menos idosos.

Tal situação revela o pensamento criminoso desta gente que comanda o FMI e a própria natureza assassina do sistema capitalista, já que, como apontam vários estudos, nunca houve tanta concentração de riqueza no mundo, tornando injustificável que se morra por não ter água limpa para beber ou um respirador mecânico.

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