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Fiocruz estuda condições de trabalho de 1,5 milhão de profissionais da saúde invisibilizados e deprotegidos na pandemia

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A pesquisa busca mostrar as condições de trabalho dos profissionais de saúde do nível médio e básico que trabalham na linha de frente no combate ao novo coronavírus e são invisibilizados nas estatísticas 

 

 

 

 

 

A pandemia vai revelando outras categorias de profissionais da saúde que também atuam na linha de frente no combate ao novo coronavírus. Mas escapam às estatísticas oficiais. Estima-se um universo de 1,5 milhão de trabalhadores desprotegidos, mas que fazem parte de uma realidade que precisa ser conhecida. Dados que vão integrar a pesquisa “Os trabalhadores invisíveis da saúde: Condições de Trabalho e Saúde Mental no contexto da Covid-19 no Brasil” da Fiocruz.

 

 

O estudo quer mostrar as condições de trabalho dos profissionais de saúde do nível médio e básico. A previsão é que a conclusão seja realizada no final deste mês. Porém alguns resultados prévios foram apresentados pela coordenadora da pesquisa, Maria Helena Machado.Pesquisadora titular da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, da Fundação Oswaldo Cruz e pelo pesquisador Wilson Aguiar FIlho, durante a reunião de diretoria da Federação dos Trabalhadores em Saúde do RS (FEESSERS), uma das apoiadoras do trabalho ao lado de entidades como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Saúde (CNTS), CUT-RS, no dia 2 de junho.

 

“Estamos falando de 1,5 milhão de trabalhadores, em boa parte, desprotegidos de cuidados, sem voz e meio de expressar a real situação do seu cotidiano”. Uma realidade muito conhecida dos dirigentes sindicais, como relatou o presidente da FEESSERS, Milton Kempfer. Há anos “nossa luta é também, para que a sociedade reconheça os profissionais de saúde para além dos médicos e enfermeiras”, disse ele. O encontro virtual também contou com a participação de representantes sindicais dos Sindisaúdes filiados no Rio Grande do Sul.

 

 

Órgãos institucionais não tem conhecimento oficial do número de contaminados e nem do número de mortes destes trabalhadores

 

 

 

 

As constatações iniciais da pesquisa, mostram ainda que mais de 2000 trabalhadores da saúde morreram em função da Covid-19, embora o número exato não seja de conhecimento oficial dos órgãos institucionais. Fato que também se repete com os números precisos de contaminados. Destacando que os profissionais da saúde de nível superior, médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, entre outros, já responderam a outra pesquisa de igual proporção.

 

A pesquisa da Fiocruz, até o fim de junho, vai contemplar essa preocupação da federação e demais entidades, conhecer as reais condições de trabalho de técnicos e auxiliares de enfermagem, instrumentador cirúrgico e socorrista; técnico de saúde bucal, auxiliar de saúde bucal e prótese dentária; técnico e auxiliar de farmácia; técnico e auxiliar de hemoterapia ou hematologia; técnicos e auxiliares de análises clínicas; técnico e auxiliar de laboratório; técnico e auxiliar de citopatologia e imunobiológica; técnico e auxiliar de radiologia; técnico em imobilizações ortopédicas/gesseiro; técnico em segurança do trabalho; técnico em vigilância de saúde; agente comunitário de saúde, agente de combate a endemias e visitador sanitário; agente indígena de saúde e agente de saneamento; maqueiro; condutor de ambulância; pessoal de agência funcionária e cemitérios, agente funerário e coveiro; pessoal de nutrição/cozinha, pessoal de cozinha hospitalar (cozinheiro, auxiliar de cozinha/copeiro); pessoal de atividades administrativas (auxiliar assistente administrativo, RH, gerência de saúde, arquivista, registros, informação/informática, almoxarifado, faturamento e compras e afins); pessoal de atividades operacionais, porteiro, recepcionista, atendente de consultório/ambulatório, vigilante/segurança; pessoal de limpeza e conservação, auxiliar de lavanderia, serviços gerais, faxineiro, servente, coletor de resíduos sólidos, coletor de lixo hospitalar e afins; pessoal de manutenção geral, eletricista, oficial de manutenção, técnicos em eletrônico e equipamentos biomédicos/hospitalar e afins; outros. Nesta reta final, a proposta, segundo a coordenadora Maria Helena é que o Rio Grande do Sul reforce os contatos com os trabalhadores, para que aumente o percentual de respostas e se possa ter uma visão mais fiel dos fatos no estado. A pesquisa é inteiramente online.

 

Com apoio da Assessoria de Imprensa da Fessers

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