Aos 75 anos, o professor titular aposentado de Ética e Filosofia da Universidade Estadual de Campinas estava internado no Incor. Recentemente, ele criticou o combate do governo à ciência

 

 

O professor aposentado de Ética e Filosofia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) Roberto Romano morreu em São Paulo nesta quinta-feira (22). Aos 75 anos, ele estava internado no Incor (Instituto do Coração) e enfrentava complicações em decorrência da Covid-19.

 

 

Romano é doutor pela Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais de Paris, França. Autor de mais de 10 livros, inúmeros artigos acadêmicos e para grandes públicos, foi presidente da Comissão de Perícias da Unicamp e integrou a Comissão de Avaliação docente da Unicamp.

 

 

O filósofo foi, durante 12 anos, frade dominicano. O Brasil vivia sob a ditadura militar, fase em que o Convento dos Dominicanos de São Paulo converteu-se em base de apoio da luta armada e de seu líder principal líder, Carlos Marighella (1911-69). O jovem Romano (o nome homenageia a igreja de Roma) chegou a ser preso à época no famoso presídio Tiradentes.

 

 

Mais recentemente, foi o guardião na Unicamp das conhecidas “ossadas de Perus”, dos assassinados enterrados pela ditadura militar no cemitério de Perus.

 

 

Em uma live em abril de 2020, realizada pela TV Unicamp, Roberto Romano falou sobre decisões políticas tomadas contra os mais pobres pelo governo de extrema direita durante a pandemia e como não é novo o pensamento privatista e elitista que já pregou o extermínio de populações ao longo da história.

 

 

Ele também negou a existência do que se tem chamado de “polarização”, uma vez que não há polos extremos atualmente no País. E disse ainda na ocasião que, pela primeira vez na história brasileira, temos um governo que combate a ciência.

 

 

Em março de 2019, Romano visitou o estúdio da TV 247 em São Paulo, onde concedeu uma entrevista aos jornalistas Paulo Moreira Leite e Dayane Santos.

 

 

Do site 247 com informações do site Unisinos