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Filiação de Ricardo Coutinho ao PT revela construção de estratégias para derrubar o fascismo de Bolsonaro

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Filiação de Ricardo Coutinho ao PT revela construção de estratégias para derrubar o fascismo de Bolsonaro

 

Lideranças políticas reunidas no Ato de Filiação pela Democracia, organizado pelo Partido dos Trabalhadores, para recepcionar a volta do ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, ao partido, revelaram a construção de estratégias que o ex-presidente Lula vem tecendo em todo o país, para reunir forças políticas capazes de derrotar o fascismo representado pelo governo Bolsonaro.

 

Em cerimônia realizado na última quinta-feira, 30, por meio virtual, além de festejar a volta de Ricardo Coutinho e do deputado estadual Jeová Campos, o PT se disse muito feliz com as novas filiações das deputadas estaduais Cida Ramos e Estela Bezerra, e da ex-prefeita de Conde, Márcia Lucena, vindas do PSB do Estado.

 

Em seu pronunciamento, o ex-governador usou a célebre frase “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”, da composição de protesto “Para não dizer que não falei das flores”, de seu conterrâneo Geraldo Vandré.

 

“_ Nós estamos aqui, porque nós queremos fazer a hora. Nós não queremos deixar as coisas acontecerem. Nós não queremos só apoiar. Nós queremos construir tudo isso. Colocar um tijolinho a mais nessa grande construção que é o PT e, sem dúvida nenhuma, o presidente Lula. É este o espírito que nos traz aqui. (…) sabendo da criticidade desse momento. É por isso que a gente não pode esperar acontecer. Este é o momento mais crítico da história republicana do nosso país. Não podemos esperar, temos de fazer a hora”, afirmou Coutinho.

 

Ricardo Coutinho ressaltou que o Brasil tem hoje um presidente que prejudica os negócios brasileiros fora do país. “O Brasil tem um presidente que é um pária internacional, e que não consegue entrar em um restaurante em Nova York. Ele afeta os negócios, a economia, a imagem, o trânsito do povo brasileiro”, reforçou.

 

Na sua avaliação, não é este país que vai fazer com que o povo volte ao centro da política. “O centro da política será feito porque quem sempre defendeu e respeitou o povo”, asseverou Coutinho, apontando o retorno de Lula ao comando da nação, “não simplesmente porque ele queira, mas porque ele é uma necessidade do Brasil destruído, que voltou ao Mapa da Fome”, destacou.

 

Coutinho, que governou a Paraíba por dois mandatos e que poderá vir a disputar vaga ao Senado nas eleições de 2022, retorna ao PT após 18 anos filiado ao PSB. Ele externou sua disposição de lutar para que o PT se torne o maior partido do Brasil e eleja uma grande bancada para o Congresso Nacional, capaz de fazer as mudanças que o país precisa e o povo exige. E, para fazer estas mudanças, sentenciou: “Você, presidente Lula, é o cara, para colocar esse país no rumo, tendo como centro da política o povo brasileiro”.

 

Lula em breve na Paraíba

 

O ex-presidente Lula disse que Ricardo Coutinho e Jeová Campos, na verdade, “nunca deixaram de ser do PT” porque, mesmo quando não estavam na legenda, “estavam defendendo o povo, o trabalhador, o educador, a mulher, a questão de gênero, os negros, as pessoas mais humildes e os mais necessitados”. Para Lula, “só tem sentido” ele e as pessoas da esquerda fazerem política, se for para dizer: “Companheiro, você vai tomar café, almoçar e jantar todo dia’. ‘Companheiro, você vai ter direito de ir para uma universidade porque educação não é gasto nem luxo, educação é um dever do Estado e não existe na história da humanidade um país que se desenvolveu, sem antes investir na educação”, como discursou.

 

Lula alfinetou canais de televisões do país, dizendo que algumas estão fazendo uma espécie de vestibular, para ver quem vai disputar as eleições com ele, porque estão preocupados com a possibilidade de ele – à Presidência da República – e outros candidatos da esquerda – a governos estaduais -, ganharem as eleições de 2022, já no primeiro turno. Neste contexto de possível vitória de partidos de esquerda, Lula indagou: Para que voltar a governar o país? E respondeu:

 

“_ Porque a gente precisa dizer ao povo que comer três vezes ao dia não é luxo. É uma necessidade orgânica. Nós temos que dizer para o povo que ele tem direito de reunir a família no final de semana e fazer um churrasquinho, comer um sarapatel, uma carne de sol. Nós temos que dizer ao povo que ele tem direito às coisas boas que são elementares. Nós temos que dizer para o povo que na sociedade que nós queremos, ele vai receber livros didáticos, de graça em casa e não propaganda para vender de pistola ou fuzil. A gente vai mostrar para esta sociedade que é possível conquistar uma casa decente para morar, para não ser despejado nas sarjetas das grandes capitais do país. Mostrar que é plenamente possível ter emprego formal, seguridade social, férias, direitos adquiridos para cuidar da família e não trabalhar apenas em aplicativo, de forma intermitente, sem nenhum direito ou garantia. Precisamos voltar a governar este país para que o pequeno e médio produtor rural possa receber o auxílio, o financiamento necessário, o incentivo tecnológico”, discursou.

 

Lula avalia que “não adianta dizer que está tudo acabado, porque não está” e que o país pode ser reconstruído. Com esta perspectiva, ele conclamou: “Vocês estão provocados a ajudar a gente a reconstruir este país”. Lula encerrou sua fala, dizendo: “eu não deixo um companheiro na beira da estrada”. Por fim, afirmando que o PT precisa da força dos novos filiados, Lula anunciou que brevemente voltará à Paraíba “para encerrar este ato de filiação pela democracia, seja em João Pessoa ou Cajazeiras, fazendo uma peregrinação pela recuperação da Paraíba e do Brasil”.

 

Depoimentos de outras lideranças

 

O Ato de Filiação pela Democracia contou também com a participação da ex-presidente Dilma Rousseff, do governador Wellington Dias, de parlamentares petistas e de artistas paraibanos, que falaram sobre o momento político e econômico do Brasil. Em cada discurso, o tom foi o de trabalhar, desde já, para levar o ex-presidente Lula de volta ao poder e formar uma bancada forte – federal e estadual -, para contribuir com as mudanças que o país precisa e o povo exige.

 

“Um levante progressista” – A deputada Estela Bezerra disse que, o que Lula significa para o Brasil é o que Ricardo Coutinho significa para a Paraíba. “Somos, neste momento um levante progressista que acredita na humanidade, que sabe que o Brasil merece uma história melhor. Isso não se faz sem radicalizar a democracia, sem um projeto um projeto de nação inclusivo, sustentável e que defenda a diversidade”, afirmou. A parlamentar acentuou que a chegada de mais mulheres para o PT é “para somar em um projeto que confronte este fascismo que está tomando conta do país”. Ela externou sua disposição de “construir esse projeto de enfrentamento à demonização da política”.

 

“Fome” – O deputado Jeová Campos dedicou sua volta ao partido, a sua mãe Maria Vieira Campos, que completou 80 anos, recentemente e que, embora não aceitasse fazer festa, reuniu a família para fazer uma oração pedindo a Deus pela volta de Lula, para o povo brasileiro parar de passar fome. “Esse sentimento que trago de minha mãe, é o sentimento que me traz de volta, para junto com o PT derrotar aqueles que, infelizmente, estão matando nosso povo de fome”, afirmou, se dizendo pronto “para uma luta difícil e dura, mas que tem honra e estratégia e que será vitoriosa”.

 

“Vínculos orgânicos” – A deputada estadual Cida Ramos, ex-secretária de Desenvolvimento Humano do governo de Ricardo Coutinho, disse que sua filiação ao PT “representa, de fato, uma grande força política na paraíba”, considerando que o PT e a liderança de Lula “encarnam hoje a riqueza de um campo importante de ação política”. Ela relembrou que no início de sua militância política, quando então militante estudantil, teve a oportunidade de dividir uma mesa de debates, no auditório da Faculdade de Direito, com o então líder sindical Lula, afirmando: “Quero dizer que me filio ao PT, pelos vínculos orgânicos antigos, como intelectual, na atuação política, na atuação sindical, nos movimentos sociais. Filio-me ao PT pelos diversos segmentos que meu mandato representa”.

 

“O programa de Lula” – Márcia Lucena, a ex-prefeita de Conde – cidade formada por três quilombos, três aldeias indígenas, 16 assentamentos rurais e 27 quilômetros de praia -, relatou sua experiência de coordenar o Pro-jovem, chamado pelas pessoas de “o programa de Lula”. Entusiasmada, Márcia afirmou: “Lula, o gigante, está de volta e junto com ele reconstruiremos o Brasil. Essa é nossa missão”.

 

“Compromisso com o social” – O governador do Piauí, Welington Dias, disse em mensagem de vídeo, que “Ricardo Coutinho sempre foi do Partido dos Trabalhadores para todos nós. Ele sempre manteve compromisso com o social, a defesa de quem mais precisa, um projeto de desenvolvimento inclusivo, o respeito ao meio ambiente, ou seja, tudo aquilo que são as causas do PT”.

 

“Vamos à luta juntos” – Ex-prefeito de São Paulo, o petista Fernando Haddad falou da admiração que tem por Ricardo Coutinho e o orgulho que o PT tem com o retorno dele ao partido, em momento difícil da vida nacional. “Nós sabemos o quanto de sofrimento cada um de nós viveu, nesse período recente. Mas, estamos fortes e unidos em proveito do Brasil. Vamos lutar por este país cada dia das nossas vidas e tenho certeza de que nós vamos vencer. Com a tua ajuda, vai ficar tudo mais fácil. Bem-vindo ao lar, seja feliz conosco, vamos à luta juntos”, convocou.

 

“Inclusão social” – A ex-presidente Dilma Rousseff também enviou mensagem gravada à cerimônia, em que se declarou feliz com a filiação do “companheiro de lutas”, afirmando: “Celebro também o fato de que Ricardo Coutinho chega na nobre companhia de grandes paraibanos como Estela Bezerra, Cida Ramos e Jeová Campos”. Dilma fez saudação especial à amiga, Marcia Lucena que, ressaltou, “como Ricardo, foi vítima de enorme injustiça e de um massacre político, jurídico e midiático forjado para interditá-los”.

 

Dilma acrescentou que os adversários políticos “não conseguiram e não conseguirão” destruir as histórias de identidade e contribuições de Ricardo Coutinho e Márcia Lucena “para o povo paraibano e brasileiro”, como afirmou, reconhecendo, que Ricardo Coutinho sempre esteve ao lado dos governos do PT, sendo “decisivo em projetos de inclusão social e infraestrutura”, realizados na Paraíba, no Nordeste e no Brasil. Reconheceu, ainda, que Ricardo Coutinho foi decisivo “nas lutas mais trágicas do país” como o golpe por ela sofrido em 2016, e a prisão do ex-presidente Lula, em 2018.

 

“Três mulheres de luta” – A presidenta nacional do PT, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PR) classificou o ato de filiação como um momento de grande alegria. “Estamos recebendo nas fileiras do partido, companheiros e companheiras valorosos, que têm muito a contribuir e, aliás, já têm contribuído. Três mulheres de luta, que começaram a luta na juventude e foram concretizando essa caminhada”, ressaltou, destacando também a importância da volta de Jeová Campos ao partido, além de Ricardo Coutinho, como sendo “a volta de quem nunca nos deixou”.

 

“_ Nós precisamos muito, mais do que nunca, agora, estarmos firmes e fortes. O Brasil passa por um período muito difícil. Duas chagas das quais já tínhamos nos livrado voltam para a população brasileira: a fome e a inflação. E nós, deste campo político, deste partido, temos responsabilidade diante do povo brasileiro”, completou Gleisi.

 

Chico César – Ex-secretário de Cultura do governo de Ricardo Coutinho, o cantor e compositor Chico César falou do simbolismo dessa “marcha que se anuncia, de Ricardo Coutinho e de outras importantes lideranças do setor democrático da Paraíba, ao lado do presidente Lula”. “Quem está nesta Luta, desde o começo dos anos 1980, sabe do simbolismo que tem esse encontro para a Paraíba, para o Nordeste e para o Brasil”, afirmou.

 

Também participaram da cerimônia, o vice-presidente nacional do PT Marcio Macedo; o secretário-geral do PT, deputado federal Paulo Teixeira (SP); o presidente do PT da Paraíba, Jackson Macedo e o ex-deputado federal do partido Luiz Couto.

Confira o vídeo com a cerimônia de filiação:

 

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