Publicidade

FETAEMA denuncia assassinato de trabalhador rural em Junco do Maranhão

  • em


A Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Maranhão divulgou hoje, 22, sábado, nota de repúdio e indignação a respeito do assassinato do trabalhador rural Raimundo Nonato Batista Costa, ocorrido no município de Junco do Maranhão, a 280 quilômetros da capital São Luis.

 

É a seguinte a íntegra da nota:

 

A Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Maranhão (FETAEMA), manifesta sua indignação pela ocorrência de mais um assassinato de trabalhador rural ocorrido no Maranhão. Denunciamos o bárbaro assassinato do trabalhador Raimundo Nonato Batista Costa, 56 anos, encontrado no último dia 19 de agosto de 2020, numa cova rasa, com marcas de tiros, no povoado Vilela/Gleba Campina, em Junco do Maranhão.

 

Desde 2010, os(as) agricultores(as) familiares da Associação dos Trabalhadores Rurais do Povoado Vilela/Gleba Campina pleitearam  junto ao Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (ITERMA) a regularização fundiária da área, e, a partir da solicitação, passaram a ser perseguidos(as) por um fazendeiro originário do Sul do país.

 

Na área do povoado Vilela/Gleba Campina vivem atualmente 66 famílias, numa área de 2.250 hectares, desenvolvendo o cultivo de milho, feijão, mandioca, arroz e criação de animais pequeno porte. A comercialização da produção é feita em Junco do Maranhão, boa parte feita por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Diante da situação, esperamos a apuração do fato criminoso e a responsabilização dos envolvidos, bem como a ação fundiária competente para solucionar o conflito agrário, causa da violência permanente na região.

 

Alertamos as autoridades constituídas que o clima na localidade é extremamente tenso e preocupa-nos o histórico e o crescente número de violências contra famílias agricultoras familiares, sobretudo, nesse período de pandemia, em todo o Estado do Maranhão.

 

A Reforma Agrária e a titulação quilombola continuam sendo caminhos urgentes e necessários para a paz no campo e o fim dos conflitos agrários e para que os trabalhadores rurais agricultores e agricultoras familiares possam viver com dignidade no meio rural.

 

Direção da FETAEMA.

  • Compartilhe