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Faleceu em Brasília o jornalista Jaime Sautchuk

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Morreu no dia 14 de julho em Brasília, de parada cardíaca, o jornalista e escritor catarinense Jaime Sautchuk, 68 anos. Com a saúde muito debilitada, Sautchuk vinha fazendo hemodiálise diária há um ano. Internado na véspera, não resistiu ao agravamento de sua condição.

 

 

 

Jaime costumava dizer que era catarinense de nascimento e goiano de coração. Natural de Joaçaba, aos 13 anos foi estudar em Curitiba, Paraná, onde trabalhou como office-boy e bancário até se tornar jornalista, aos 18 anos.

 

 

 

Em Brasília, trabalhou inicialmente no extinto Diário de Brasília. Passou pelas redações da BBC de Londres, dos jornais alternativos Opinião e Movimento, de O GloboEstadãoFolha de S. PauloVejaAfinal e Diário da Manhã. Fundou com a ambientalista Zezé Weiss a revista Xapuri, da qual foi editor desde novembro de 2014.

 

 

 

Militante do PCdoB, participou das lutas do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal e foi pioneiro em Brasília, no final dos anos 70, dos movimentos de defesa da Amazônia e do Cerrado. Anos depois ele mesmo investiu todo o seu patrimônio na criação de uma reserva ambiental no município de Cristalina, Linda Serra dos Topázios, onde morava nos últimos anos.

 

 

 

Foi um dos primeiros jornalistas brasileiros a contar a história da Guerrilha do Araguaia, em reportagem publicada no jornal Movimento.

 

 

 

Jaime Sautchuk ganhou o prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos com o vídeo independente Balbina, Destruição e Morte, que retratou a devastação do território do povo Waimiri-Atroari pela desastrosa construção da usina hidrelétrica no rio Uatumã, no Estado do Amazonas.

 

 

 

Sautchuk escreveu livros de ficção (Mitaí e Antologia Profética), de reportagem (Projeto Jari – A Invasão AmericanaA Guerrilha do AraguaiaDescaminhos do FutebolO Socialismo na Albânia: um repórter brasileiro no país de Enver Hoxha) e de não-ficção (O Dom de Francisco (sobre o chef do restaurante Dom Francisco); Cruls: Histórias e andanças do cientista que inspirou JK a fazer BrasíliaPara Ler Cristovam Buarque (sobre as ideias do ex-governador do Distrito Federal); O Causo eu Conto – sobre Bernardo Élis e o Brasil Central.

 

 

 

Ele deixa dois filhos, Carlos e João Miguel, e uma filha, Rosa, do primeiro casamento com a jornalista Vera Lúcia Manzolillo. Foi casado também com Adinair França e Cláudia Costa Saenger.

 

 

Nota publicada, originalmente, no site Brasiliários

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