Deputado distrital Fábio Félix (PSOL) entrevistado pelo jornalista Alexandre Ribondi

 

 

 

O deputado distrital Fábio Felix (PSOL) apresentou ontem (17/8), na Câmara Legislativa, um projeto de lei que anula a lei nº 900, de 1995, sancionada pelo ex-governador Cristovam Buarque, que destina terreno para um Memorial da Bíblia que nunca saiu do papel.

 

 

O atual Museu da Bíblia, que o governador Ibaneis Rocha quer construir foi acrescido pelo governador Joaquim Roriz, em alteração à lei nº 900, para instituir a figura do gestor uma entidade privada, a Sociedade Bíblica Brasileira.

 

 

Essa novidade considerada inconstitucional está sendo questionada juridicamente por entidades da sociedade civil e pelo próprio gabinete do deputado distrital.

 

 

Fábio Felix disse que recebeu diversas mensagens de evangélicos e católicos manifestando serem contrários à construção do Museu da Bíblia. “Existem diversos espaços culturais na cidade que podem ser utilizados pelas diversas expressões culturais. O GDF não precisa gastar R$ 26 milhões do orçamento público para construir esse museu enquanto estamos num momento de crise sanitária. O secretário de Cultura foi franco ao dizer que por ele não construiria esse museu por falta de projeto técnico e por falta de acervo”, alegou o deputado.

 

 

Com um custo estimado de R$ 26 milhões, nada garante que o Museu seja concluído com esse valor. A experiência tem demonstrado que o custo final de quase toda obra pública é três vezes maior. Por isso, Fábio Feliz sugere que esse dinheiro seja utilizado para a conclusão da reforma do Teatro Nacional Claudio Santoro, fechado há mais de dez anos, ou em outros espaços culturais abandonados, ou fechados, na cidade.

 

 

Em uma live da Casa dos Quatro, com o ator e diretor de teatro Alexandre Ribondi, Fábio Felix defendeu também a estatização da Fundação Dulcina de Morais, que está em crise há décadas. “Os símbolos culturais de Brasília não podem continuar abandonados como estão. Acho que esse dinheiro pode muito bem ser utilizado de outra forma. A questão sempre é saber como os governos definem as prioridades, que nunca é como a população quer, mas sim para atender a interesses políticos particulares”, concluiu o distrital.