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Extra Classe, 25 anos: Reportagem como resistência

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Jornal Extra Classe do Sindicato Sindicato dos Professores do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinpro/RS), lançado em março de 1996, quando circulou sua primeira edição impressa, com 12 mil exemplares; hoje, 25 mil

 

 

 

 

Um jornal veio ao mundo provocando polêmica antes de nascido. Completa 25 anos neste mês de março, com 41 prêmios jornalísticos e alguns processos judiciais por causa de reportagens que mexeram com interesses políticos e econômicos de setores poderosos. É o Extra Classe, publicação mensal impressa ininterrupta, com 25 mil exemplares distribuídos pelo Sindicato dos Professores do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinpro/RS) à categoria e colaboradores. Desde 2014 também está em extraclasse.org.br, com 3 milhões de acessos em 2020.

 

 

 

“As vozes da ortodoxia o consideravam uma diluição da ação sindical e uma concessão aos valores liberais hegemônicos”, recorda o dirigente Marcos Fuhr, referindo-se ao embate interno no próprio Sinpro-RS na decisão de dar à luz a publicação. “A proposta do jornal foi polêmica, assim como o conceito de Sindicato Cidadão adotado naquele momento”, conta ele, que desde a primeira hora acolheu o rebento e até hoje é um de seus principais incentivadores.

 

 

 

O jornal de 28 páginas conquista grandes fãs. “Apostar na reportagem é a resistência do jornalismo”, afirma Márcia Marques, professora de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB), que não resume o seu afeto: “Eu amo o Extra Classe. Em geral, na imprensa, a reportagem é a área mais atingida, está morrendo, porque é caro fazer reportagens. Mas quando se vai no Extra Classe, ela está lá. Há diversas publicações militantes de valor, mas meio grosseiras nas palavras de ordem. O Extra se posiciona com texto claro, título claro, não cai nas armadilhas do jogo fácil de linguagem, na armadilha do fast food que as aspas proporcionam”.

 

 

 

A editora Valéria Ochôa que há 23 anos está à frente do jornal ressalta que “o Sinpro-RS introjetou a importância da efetiva comunicação na luta por uma sociedade para todos e, fundamentalmente, investe recursos nessa direção”. Ela lembra que grandes nomes deram sua contribuição para essa construção, como Luis Fernando Veríssimo que tem colunas publicadas desde a edição número 1 até hoje.

 

 

 

“É uma experiência de jornalismo livre”, exclama o presidente da CUT-RS, Amarildo Cenci, que também é suplente na diretoria do Sinpro-RS. “O Extra Classe é uma profunda e importante contribuição que os professores privados do Rio Grande do Sul oferecem à sociedade gaúcha, brasileira e até mesmo em alguns países, já que tem centenas de milhares de leitores pela internet todos os meses. “É um instrumento de liberdade de expressão dos jornalistas a serviço de uma sociedade democrática, justa e desenvolvida”.

 

 

 

Algumas capas impactantes

 

 

 

 

 

Cartunistas, ilustradores, artistas, revisores, fotógrafos, colunistas, escritores, historiadores, diagramadores, jornalistas entre os mais clássicos e renomados aos da novíssima geração constroem 25 anos do Extra Classe. São 25 mil exemplares impressos distribuídos a professores de escolas privadas e colaboradores do Rio Grande do Sul. O impresso publicado em meio virtual e conteúdos exclusivos produzidos para a web tiveram 3 milhões de acessos em 2020.

 

 

 

 

 

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