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Extinta por Bolsonaro, Ceitec deverá reintegrar 34 funcionários demitidos irregularmente

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Em um prazo de 72 horas, 34 funcionários do Centro Nacional de Tecnologia Avançada (Ceitec) deverão ser reintegrados à empresa. A decisão é da desembargadora Federal do Trabalho, Tânia Silva Reckziegel, a contar a partir do dia 22 de junho, por meio de mandado de segurança. Isto porque, os trabalhadores foram demitidos sumariamente sem negociação coletiva com o sindicato da categoria.

 

 

“Entendo que houve pela empregadora, atuação abusiva do seu direito de despedir sem justa causa, quando da prática de dispensa em grande escala sem negociação coletiva”, destacou a magistrada em seu despacho.

 

 

O governo de Jair Bolsonaro determinou a extinção do Centro Nacional de Tecnologia Avançada (Ceitec) no dia 03 de junho. Única empresa da América Latina que fabrica em sua totalidade chips com silício, cobrindo toda a escala de produção. Foi fundada pelo ex- presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2008. Estava vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, localizada no Bairro Agronomia em Porto Alegre.

 

 

 

A justificativa alegada pelo Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) é que “apesar de aportes de R$ 800 milhões em duas décadas, a estatal ainda depende de injeções anuais de pelo menos R$ 50 milhões para cobrir a diferença entre receitas e despesas”.

 

 

“Sentenciar o país a um deserto de investimentos”

 

 

“Abortar um projeto embrionário que atua exatamente no setor de semicondutores, que é o que mais gera inovação hoje no mundo, é sentenciar cada vez mais nosso país a um deserto de investimentos. De estarmos fadados a sermos eternos importadores de tecnologias, exportadores de talentos e estarmos condenando às próximas gerações e país a uma ausência total de perspectiva de futuro”, alertou em artigo publicado aqui no Jornal Brasil Popular, no dia 13 de junho, o engenheiro, professor de Gestão do Conhecimento e da Inovação, ex-secretário de Estado, Adão Villaverde.

 

 

Finalizou destacando ainda, “na era do conhecimento na qual os maiores ativos são intangíveis e intensivos em inteligência, renunciar a indústria 4.0 só pode se dever ou a uma visão equivocada das relações econômicas, ou a um olhar regressivo e obscurantista. Ou talvez ambas”.

 

 

Com informações do Portal Capital Digital e do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre (SindBancários)

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