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Êxodo da juventude rural compromete futuro no campo

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O meio rural perde substancialmente, e cada vez mais, os valores de seu capital humano com o histórico e crescente êxodo de seus jovens. A juventude rural demanda os centros urbanos em busca de oportunidades e melhor qualidade de vida. Com razão, já que as infraestruturas sociais, como telefonia, mobilidade, condições de acesso à saúde e à educação, entre outras, ainda são de extrema precariedade para as populações rurais.

 

 

A presença e a dinâmica dos processos de formação do capital humano são fatores fundamentais para o desenvolvimento sustentável, em quaisquer ambientes, seja numa organização empresarial ou numa comunidade. E a formação desse capital se faz sobretudo com os jovens.

 

 

No meio rural, o papel da juventude é especialmente importante, visto que ali os conhecimentos, as inovações, as técnicas e experiências são passados entre gerações. Dessa forma, a juventude passa a dominar técnicas e saberes adquiridos com o tempo pelos mais velhos, e estes acessam novas tecnologias e informações com a presença dos jovens em seu ambiente de vida e trabalho.
Essa relação está acabando no meio rural. Por tantos motivos já bastante conhecidos, o campo brasileiro vem se despovoando e envelhecendo de maneira contínua. Principalmente com a saída de seus jovens, que buscam nas cidades o que o Estado brasileiro não consegue ainda lhes oferecer no seu ambiente de origem.

 

 

Não consegue lhes oferecer, por exemplo, uma educação de qualidade, um bom sistema de saúde, sistemas de segurança pública, e não lhes oferece oportunidades de lazer, esportes, cultura e geração de renda. Enfim, o Estado ainda não consegue oferecer às populações rurais os mesmos direitos de cidadania que as cidades já conquistaram.

 

 

O resultado é esse: cada vez mais o campo envelhece, e as famílias rurais ficam sem seus sucessores, sem o apoio e a participação dos jovens para desenvolver projetos inovadores e que exigem o acesso e domínio de novos conhecimentos e tecnologias.

 

 

A juventude rural enfrenta no seu cotidiano situações adversas caracterizadas pela exclusão do sistema produtivo, pelo precário acesso aos serviços e recursos de infraestrutura e de políticas públicas específicas para a juventude do campo.

 

 

Os estudos que tratam sobre a juventude rural reportam que além da migração do jovem para os espaços urbanos, o campo vive um processo de despovoamento e envelhecimento.
De acordo com o Censo Agropecuário mais recente, publicado pelo IBGE em 2018, jovens de 25 a 35 anos são 9,84% do contingente rural, bem abaixo dos 13,56% da pesquisa anterior.

 

 

A mudança e os avanços tecnológicos ocorridos na agricultura, a partir do emprego de maquinários e insumos químicos, promoveu uma forte substituição da mão de obra empregada, gerando contingentes de migrantes e desempregados rurais.

 

 

O êxodo da juventude rural coloca em risco a sucessão geracional da agricultura familiar, com implicações diretas sobre a segurança e sobre a soberania alimentar, hídrica e energética do País.
É urgente e necessário a implantação de uma Política Pública específica, voltada para o desenvolvimento da juventude rural, que seja capaz de articular programas e projetos sociais por meio de ações que além de dar autonomia ao sujeito do campo com a promoção do estímulo ao protagonismo do jovem rural, a divulgação das suas experiências com agricultura familiar e a valorização da cultura local, promova a garantia dos direitos das juventudes do campo, das florestas e das águas, universo que abarca pessoas entre 15 e 29 anos da agricultura familiar, de assentamentos da reforma agrária e de comunidades tradicionais, como ribeirinhos, pescadores artesanais, extrativistas, comunidades quilombolas e povos indígenas, etc., de modo a estimular a permanência dos jovens no campo, favorecendo a sucessão dos pais na produção rural.

 

 

As diretrizes e objetivos da Política de Desenvolvimento da Juventude Rural que atuará em regime de cooperação, por adesão, com estados, Distrito Federal, Municípios e Organizações da Sociedade Civil deve, necessariamente contemplar a garantia do acesso aos serviços públicos de qualidade, a garantia de acesso às atividades produtivas com geração de renda e promoção do desenvolvimento sustentável e solidário e a valorização das identidades e das diversidades individual e coletiva da juventude rural.

 

 

Entre os objetivos da Política estão a oferta de serviços públicos de qualidade à juventude rural, a garantia de acesso à terra e ao território, a ampliação de oportunidades de trabalho e renda e a presença de jovens rurais em fóruns de discussão sobre os programas voltados a esse público.

 

 

(*) João Bosco Campos: Jornalista, Adm. de Empresas, Tecnólogo em Agricultura, especialista em Desenvolvimento Territorial, Palestrante, Master Coach.

 

 

 




 

 

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