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Exército decide abrir processo disciplinar sobre ida de Pazuello a ato

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Sem máscara, o ex-ministro da Saúde participou de uma manifestação pró-governo, no Rio de Janeiro, no último domingo (23/5)

 

pazuello e bolsonaro durante passeio de moto no rio de janeiro

 

 

 

O comando do Exército decidiu, nesta segunda-feira (24/5), abrir um processo disciplinar para apurar o comportamento do ex-ministro da Saúde general Eduardo Pazuello, após ele ter participado de uma manifestação pró-governo, no Rio de Janeiro, no último domingo (24/5).

 

 

O ex-integrante do governo Bolsonaro subiu no palanque, durante a campanha política do Presidente da República, e até discursou. Esse comportamento é proibido pelo regimento militar e será investigado por suspeita de ter violado o Regulamento Disciplinar da corporação, que proíbe militares da ativa de se manifestarem sobre assuntos políticos.

 

 

A expectativa inicial é que a investigação dure pelo menos 30 dias. O ex-ministro terá direito a apresentar defesa durante as apurações. Somente após a conclusão do processo disciplinar é que o Exército vai definir a punição a ser aplicada contra Pazuello. O general pode, inclusive, ser transferido para a reserva.

 

Em entrevista à Globo News, o relator da CPI da Pandemia da Covid-19, senador Renan Calheiros (MDB-AL) disse,  nesta segunda-feira, 24, que o ex-ministro da Saúde e general Eduardo Pazuello mentiu à comissão no Senado Federal e chamou o ato promovido por Bolsonaro de “procissão em louvor ao vírus” e “declaração de guerra ao SUS [Sistema Único de Saúde]”

 

 

Segundo informações do G1, “Bolsonaro comandou na cidade um passeio com motociclistas, que gerou aglomeração nas ruas. Sem máscara, Bolsonaro cumprimentou e tocou diversos apoiadores, que também estavam sem o aparato de proteção, infringindo norma local para conter o avanço da Covid-19”.

 

No Maranhão, o governo Flávio Dino (PCdoB) autuou o Presidente da República por ter cometido a infração sanitária ao promover aglomerações durante sua passagem pelo estado na sexta-feira (21). Bolsonaro tem 15 dias para apresentar defesa por não ter usado máscara de proteção facial em evento em Açailândia (a 560 km de São Luís).

Do Metrópoles e G1 com edição do Jornal Brasil Popular

 

 

 

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