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Ex-chefe da Secom, Fabio Wajngarten, será convocado para prestar depoimento na CPI da Pandemia

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O ex-Secretário Especial de Comunicação Social da Presidência da República, Fabio Wajngarten, será a primeira pessoa a ter seu nome apreciado e possivelmente aprovado para ser convocado a falar na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid do Senado, a ser instalada na próxima terça-feira, 27, oportunidade em que serão escolhidos o presidente e vice-presidente.

 

O requerimento de convocação do ex-secretário de comunicação de Bolsonaro, será protocolado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede/AP), na primeira reunião da CPI, criada para investigar as ações e omissões do governo federal no enfrentamento da pandemia da Covid-19 no Brasil e o uso de recursos da União, transferidos para Estados e municípios, com a finalidade de prevenir e combater o coronavírus.

 

No requerimento, o senador – que é autor do pedido de criação da CPI da Pandemia – pede a convocação de Wajngarten, como testemunha, justificando, para tal, a entrevista que ele concedeu à revista Veja, em que afirma que o atraso na aquisição de vacinas da Pfizer se deveu à “incompetência” e “ineficiência” do Ministério da Saúde, então comandado pelo general Eduardo Pazuello, trocado, há pouco mais de um mês, pelo atual ministro Marcelo Queiroga.

 

No requerimento, Randolfe justifica: “O Senhor Fabio Wajngarten afirmou em entrevista que o Ministério da Saúde seria o responsável pelo atraso das vacinas, e que participou ativamente dos esforços para viabilizar a compra da vacina da Pfizer. Informa possuir e-mails, registros telefônicos, cópias de minutas do contrato, dentre outras provas para confirmar sua afirmação. Sendo assim, requeiro a convocação do ex-Secretário Especial de Comunicação da Presidência, uma vez que considero ser de suma importância o seu relato em contribuição aos trabalhos desta Comissão Parlamentar de Inquérito”.

 

O teor das afirmações do ex-chefe de comunicação governamental para a Veja são, sem dúvidas, uma grande justificativa para sua convocação para prestar esclarecimentos perante a CPI da Covid. Porém, o nome dele já constava no plano de trabalho que o senador Randolfe preparou para nortear as investigações da CPI da Covid, ao qual Brasil Popular teve acesso e divulgou na última quinta-feira, 22.

 

No plano de trabalho, Randolfe delimita o “objeto de investigação” da Comissão, propõe uma divisão de tópicos e elenca uma série de termos. O nome de Wajngarten aparece no termo “propaganda oficial e orientação direta à população pelos gestores”.

 

O plano de trabalho de Randolfe para a CPI da Covid contém outros nomes importantes de ministros, médicos e especialistas em saúde, a serem convocados, ao longo dos 90 dias de funcionamento da comissão. Na conclusão de seu plano, o senador externa sua expectativa de que o desenvolvimento dos trabalhos permita “uma maior transparência acerca da atuação estatal no combate ao novo coronavírus, a identificação das respectivas responsabilidade dos gestores públicos e o posterior aperfeiçoamento da legislação para casos semelhantes que possam vir a ocorrer no futuro”.

 

 

 

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