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Estudo da UFMG afirma que metade dos internados, em UTI, com Covid-19 morre

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O levantamento, realizado para ajudar médios e profissionais da saúde a tomar decisões para diminuir o índice de mortalidade em casos graves, foi feito com mais de 5 mil pacientes. Taxa de mortalidade é bem maior do que a mundial

 

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) divulgou, nesta terça-feira (2), uma pesquisa na qual aponta que 47,6% dos pacientes internados com Covid-19 em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) no Brasil morrem.

 

A pesquisa mostrou que somente 40% dos pacientes que precisaram do respirador sobreviveram. A taxa de mortalidade é bem maior do que a mundial, em que 45% morrem (contra 60% no Brasil).

 

Além disso, 87,9% dos pacientes receberam antibióticos, em muitos casos mesmo sem ter quadros de infecções causadas por bactérias e fungos. A pesquisa aponta que isso ocorre pela falta de alternativas para tratamentos para a Covid-19, porém a preocupação dos pesquisadores é quanto a possibilidade dessa prática criar uma alta resistência aos antibióticos no futuro.

 

Para calcular os índices, os pesquisadores levam em conta fatores como idade, comorbidade e frequência cardíaca. Dessa forma, os médicos podem decidir precocemente qual o melhor tratamento a ser adotado para aquele paciente.

 

O estudo analisou 5.032 pacientes de 36 hospitais em 17 municípios do Brasil e teve o objetivo de criar uma espécie de calculadora, disponível, gratuitamente, para ajudar médicos e profissionais de saúde a tomar decisões para diminuir o índice de mortalidade em casos graves da doença.

Com informações do Estado de Minas

 

 

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