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Estranha confusão!

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Acho estranho esse caso do bandido bolsonarista Roberto Jeferson. Senti cheiro de armação no ar. Primeiro, estranhei a “valentia” dele em agredir verbalmente a ministra Carmem Lúcia e depois resistir à prisão com tiros de fuzil e jogando duas granadas nos três agentes da PF, ferindo dois deles.
Feito isso fez um chamamento a todos bolsonaristas a reagirem como ele (ou seja, com armas) em defesa da “liberdade”. Bolsonaro prestou-lhe então solidariedade e enviou o ministro da Justiça para protegê-lo da PF que cumpria ordens do ministro do Supremo, Alexandre Moraes. Chega uma equipe operacional da PF para levá-lo preso.
No entanto, uma ação de autoridade policial que se resolveria em poucos minutos gerou uma inacreditável conversa amigável entre o bandido e o delegado, em que este mais parecia implorar o primeiro para aceitar ser preso. Imagine o que teria acontecido se fosse um homem preto que tivesse atirado e ferido dois agentes da PF!
Tudo parecia se encaixar em mais uma provocação fascista, mas diante da enorme repercussão negativa do fato e do claro prejuízo para a sua candidatura, Bolsonaro renega o amigo, chama-o de bandido e diz que nem fotografia tem com ele. No que foi imediatamente desmentido pelas redes com inúmeras fotos dos dois sorridentes e apertando as mãos. Este caso parece que vai continuar com as supostas ameaças das filha do bandido, revoltadas com a atitude de Bozo, de revelar informações-bomba contra ele.
Conclusão provisória: o que poderia ter sido uma provocação fascista para tumultuar a eleição, que Bozo sente que está difícil de ganhar, acabou se transformando em mais um grave desgaste de sua candidatura, ao lado dos casos do “pintou um clima” e da revelação que ele vai cortar o salário-mínimo, as aposentadorias e pensões se for eleito.
Estou convicto de que Venceremos!
(*) Por Val Carvalho, escritor e militante de esquerda.

 

 

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