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“Esta será a eleição da mudança”, diz professora Rosilene Corrêa

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“Mudar as coisas me interessa mais”. Essa é uma das frases com as quais a professora Rosilene se apresenta nas redes sociais para seus possíveis eleitores. Ali também é um dos locais em que ela convida a população do Distrito Federal para “unir forças e recuperar o nosso crescimento e prestígio para um DF melhor”.

 

 

Estamos falando de Rosilene Corrêa, professora aposentada da rede pública de ensino da capital do País, ex-diretora do Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) e dirigente sindical licenciada da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) para concorrer ao Senado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) na Federação Brasil da Esperança.

 

 

Nesta entrevista especial para o Jornal Brasil Popular, ela fala do projeto do seu futuro mandato no Senado. Mas, para isso, terá de disputar a vaga com mais 10 pretendentes. Nenhum deles, no entanto, temo carisma e uma ligação tão forte com os interesses da maioria do eleitorado do DF como Rosilene. Ela é a candidata dos trabalhadores do serviço público e da iniciativa privada. Começou com apenas 3% de intenção de votos. Poucos dias depois, antes de começar a campanha, estava com 5%.

 

 

Os números estão crescendo e, nesta primeira semana da campanha, já se observa uma grande adesão da população do DF a seu nome. “Temos a certeza que a campanha vai crescer, que a candidatura vai ter um desempenho bastante forte neste processo. Já sentimos isso na primeira semana de campanha. Ela foi ovacionada como candidata a senadora na plenária do PT-DF e da própria federação quando colocou seu nome para disputar uma vaga no Senado.

 

 

Liderança sindical dos professores, por 16 anos Rosilene comandou as lutas da categoria docente na capital do País. Sua atuação a levou para grandes projetos do movimento sindical, como, por exemplo, para os cargos de diretora da CNTE e da CUT. Além da luta pela educação pública e gratuita de qualidade, defesa dos serviços públicos, da democracia e do Estado democrático de direito, ela tem uma forte atuação na luta do movimento de mulheres, sobretudo, no combate à violênciade gênero.

 

 

Mãe de Morgana e Leonardo e avó de Romeo e Maitê, ela conta com um número enorme de professores e servidores públicos leal a sua candidatura, ela tem revelado que vai levar para o Senado seu espírito de liderança, professora, mãe, avó dedicada a cuidar do outro e do futuro do País porque, no seu entendimento, “toda mãe deseja um Brasil que proteja seus filhos”.

 

 

Entrevista – Rosilene Corrêa

 

 

 

A campanha começou e a senhora está nas ruas, conversando com o povo, dialogando sobre os problemas que enfrenta. Uma semana depois fazendo a campanha oficial, qual é sua expectativa? Há receptividadeà “Senadora do Lula”?

Rosilene Corrêa – Já sentimos essa receptividade na primeira semana de campanha. Eu percebo na rua uma expectativa muito grande de crescimento de nossa candidatura. Não só da nossa, mas do nosso candidato a governador, Leandro Grass; a própria candidatura do presidente Lula, que é a porta de entrada da nossa campanha. Fazendo nossas agendas, dialogando com a população do Distrito Federal isso é muito claro. À medida que a gente for ficando conhecida, o nível de ajuda e de adesão vai aumentando. À medida que as pessoas forem tomando conhecimento de que nós estamos do lado certo, junto com Lula, com Leandro Grass, do lado da classe trabalhadora, do lado do povo, essa possibilidade é real. Temos, portanto, a certeza que a campanha vai crescer, que a candidatura vai ter um desempenho bastante forte neste processo.

 

 

A senhora fala diretamente com as mulheres sobre as demandas delas. Ao ser eleita, a luta pelos direitos e por mais mulheres na política será uma de suas bandeiras prioritárias? O que a senhora pretende fazer para as mulheres na política?

Rosilene Corrêa – Apesar de serem maioria de eleitores do País, as mulheres brasileiras têm o menor número de representações nos Parlamentos municipais, estaduais, distrital e federal. Precisamos inverter essa lógica e aumentar o número de mulheres na política. Agora, não basta ser mulher. Tem de ser mulher de luta, estar do lado da classe trabalhadora, dos movimentos sociais, das comunidades, do lado do povo e não aparecer só em época de eleição. É importante demarcar isso. Buscar políticas públicas e propostas para enfrentar todo tipo de violência contra a mulher, sobretudo o feminicídio, que cresce de maneira vertiginosa em nosso País e aqui no DF em especial. Buscar a política pública de inclusão social para mulheres que são as maiores vítimas da fome, do desemprego, da falta de habitação e de saúde tanto pela falta de políticas para elas como pelo fato de serem elas que cuidam da casa, dos filhos. Buscar aumentar o número de creches públicas e fortalecer a educação infantil para que a mulher possa ter qualidade de vida melhor e, claro, apoiar todos os movimentos sociais de defesa das demandas e dos direitos das mulheres.

 

 

De fato, a senhora está do outro lado do projeto Ibaneis-Arrudas. Está do lado do ex-presidente Lula, que lidera as pesquisas de intenções de votos e se identifica como “a senadora do Lula no DF”. Asenhora acredita na possibilidade de ser eleita juntamente com Lula?

Rosilene Corrêa – Os nossos projetos serão explicitados. De um lado, aqueles que venderam o Brasil, que privatizaram e entregaram a companhia energética para a iniciativa privada, aumentando o valor da conta de energia para o povo e, ao mesmo tempo, desmontando o Estado brasileiro, acabando com as conquistas e os direitos do povo brasileiro. Esses que privatizaram a energia e causaram muitos outros prejuízos ao País são os que estão com Ibaneis Rocha, do MDB, e com Jair Bolsonaro, do PL. Nós estamos do outro lado. Do lado da defesa da vida e daqueles que sempre estiveram junto à luta dos trabalhadores e do povo brasileiro e que melhoraram as condições de vida de nosso País: esse é o lado que nós estamos, o lado certo.

 

 

O ex-presidente Lula corre o risco de enfrentar um golpe, tendo em vista que Bolsonaro não para de ameaçar a democracia, desacredita a segurança das urnas eletrônicascontinua a disseminar desinformação (fake news) e insinua que não aceitará o resultado eleitoral, se perder o pleito. Nem mesmo as manifestações em favor da democracia e da lisura do processo eleitoral no Brasil parece contê-lo. A senhora crê que a vontade do povo prevalecerá?

Rosilene Corrêa – Sabemos que golpe de Estado se iniciou com a derrubada da presidenta da República legítima, Dilma Rousseff, em 2016. Foi um golpe misógino, midiático, parlamentar e jurídico. Esse golpe resultou na eleição de um fascista e na prisão do ex-presidente Lula. Hoje a sociedade já está mais mobilizada, mais atenta, mais organizada e a gente viu que os militares têm uma rejeição bem grande. As pesquisas mostram isso. E, hoje, o maior respeito das pessoas é com a educação pública, gratuita e de qualidade e com os professores. Então, a eleição do presidente Lula significa uma rejeição enorme a este golpe. Agora, depois da eleição do presidente Lula precisamos estar atentos e organizados em comitês populares de luta por moradia, local de trabalho, por local de estudo para resistir a qualquer movimento que possa voltar a uma ditadura, ao autoritarismo e a outro golpe de Estado como foi o de 2016 neste País. O melhor recado é governar com e pelo nosso povo e organizar os comitês de luta anti-golpe e de apoio incondicional a Lula em todos os espaços e locais.

 

 

Em um cenário com Lula eleito e a senhora também, como será sua relação com o governo Lula? Como senadora, o que a senhora pretende fazer para melhorar a vida da população do DF, que sofre com a falta de acesso aos direitos básicos constitucionais como saúde, educação, transportes públicos, segurança e moradia?

Rosilene Corrêa – Eu serei a senadora do Lula aqui no DF. Juntamente com o presidente Lula, estaremos mais próximos do povo, retomando os projetos de inclusão social na educação, saúde, segurança pública, assistência social, em todos os espaços, para melhorar, de fato, as condições de vida de nosso povo. Faremos essa representação e estaremos governando para que o DF melhore, para que a gente possa estar mais próximo. O Senado parece estar distante do povo e temos de aproximá-lo do povo. A minha candidatura representa isto: a aproximação do Senado com a população, governando com a população e legislando junto com o presidente Lula.

 

No Senado Federal há vários projetos em tramitação contra a categoria dos professores e contra a educação pública, gratuita e de qualidade referenciada. Em sendo eleita, como será sua atuação nos temas das bandeiras da educação que a senhora sempre defendeu durante sua militância no Sinpro e como abordará projetos, como o que transforma a educação em atividade essencial?

Rosilene Corrêa – Iremos defender, no Senado, a escola inclusiva, integral na etapa obrigatória, de 4 a 17 anos, para todos, todas e todes, de maneira diversa, ampla, para as mulheres, população negra, LGBTQIA+, comunidades quilombolas, indígenas, ribeirinhas e do campo. Faremos a defesa ampla e intransigente da gestão democrática e de um currículo emancipador e humanístico e voltado para todos, todas e todes. Defenderemos as metas do Plano Nacional de Educação. Iremos nos posicionar contra a reforma do Ensino Médio, que transfere dinheiro para escolas privadas. Iremos garantir a luta contra a militarização das escolas públicas, a lei da mordaça, homeschooling que hoje evita o debate das ideias e o pluralismo da educação. Iremos combater a reforma administrativa da PEC 32, que privatiza os serviços públicos. Iremos, portanto, garantir toda uma pauta da educação pública para defender o ensino universal a todos, todas e todes.

 

 

Em sendo eleita, a senhora irá fazer algum movimento pela revogação do Novo Ensino Médio? Como será sua atuação perante os muitos projetos contra a educação, como os vários que tramitam no Congresso sobre homeschooling?

Rosilene Corrêa – A gente sabe que a reforma do Ensino Médio transfere dinheiro e matrículas das escolas públicas para a rede privada, esvazia o currículo, estimula a demissão e a remoção de professores e funcionários das escolas, restringe o acesso de centenas de milhares de jovens das classes populares ao ensino superior e não garante a oferta de todos os itinerários formativos a todos os estudantes na maioria das escolas do País. Portanto, vamos, junto com o governo do presidente Lula, alterar esta reforma do Ensino Médio e garantir, realmente, a democratização do acesso à escola pública para os nossos jovens.

 

 

A senhora é uma liderança sindical reconhecida na classe trabalhadora do DF, tem uma militância forte na categoria do Magistério da capital do País e é bastante conhecida entre as categorias do serviço público. No entanto, é pouco conhecida no eleitorado da iniciativa privada, da população desempregada, subempregada, desalentada etc. O que a senhora está fazendo para reverter isso?

Rosilene Corrêa – Para me tornar conhecida, precisamos de fazer uma campanha participativa, que conquiste os corações e mentes das pessoas, alegre e criativa, que dialogue com o conjunto da sociedade da educação pública e privada, da saúde, da segurança, da assistência, da inclusão social, da cultura, do meio ambiente, enfim, todos os setores envolvidos. A juventude, as populações negra, cigana, LGBTQIAP+, os trabalhadores do campo e da cidade. Dialogaremos com todo mundo nas ruas, nas praças e nas redes sociais. Esse é o objetivo de crescimento da nossa campanha para que a gente consiga mostrar que sou a senadora do Lula, que estamos do lado certo e vamos fazer do Distrito Federal uma cidade melhor.

 




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