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Espírito Santo: é possível vencer o atraso em 2022 com a união das forças progressistas

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Mesmo que aparentemente se confirme as previsões dos resultados eleitorais no primeiro turno do ES, vale ressaltar que na grande Vitória as forças progressistas estão resistindo e com possibilidades de varrer o bolsonarismo em 2022.

No interior do Estado, principalmente nos pequenos municípios, ainda foi confirmado o bolsonarismo. Isso se deve por ser uma sociedade enraizada nos modelos patriarcais e de coronéis, onde grande parte dos cidadãos brancos tem voz no modelo bolsonaro de ser e sonham em andar a cavalo com arma na cintura, e espora na liberdade alheia, com forte tendências antipetista.

 

As cidades medianas ainda se caracterizam pelos redutos eleitorais com poderio de famílias tradicionais, ou seja, venceram as eleições representantes das famílias tradicionais locais, nem progressistas e nem bolsonaristas.

 

Por outro lado, também como era previsto, a região metropolitana, incluindo a capital, Vitória, os eleitores mais progressistas evitaram que os candidatos bolsonaristas obtivessem êxito no primeiro turno. Em Cariacica, a candidata petista Célia Tavares, apadrinhada do atual deputado federal e ex-prefeito da cidade, Helder Salomão, contrariando as pesquisas, mas confirmando as previsões internas, foi para o segundo turno e com boas perspectivas de vencer seu concorrente.

 

Na capital, Vitória, também se confirmou o segundo turno para o petista e ex-prefeito João Coser. O candidato opositor, mesmo negando o apoio do presidente, é pública sua admiração por Bolsoanaro. Como deputado estadual, chegou a invadir hospital para negar que havia internações por consequência da Covid-19, comprovadamente pelo negacionismo presidencial. Essa e outras ações parlamentares o ligam direto ao bolsonarismo pleno. Ele recebe apoio político de partidos da extrema direita do Estado.

 

Na outra linha de pensamento, o petista João Coser segue firme no segundo turno, representando as ideias progressistas, dos movimentos sociais e sindicais, recebendo apoios de partidos da esquerda e de centro esquerda. Essas alianças, se transformadas em votos, pode levar a capital a ficar nas mãos da esquerda e fazer o enfrentamento nas eleições de 2022.

 

Se alguém tinha dúvidas da capacidade de união das forças progressistas para vencer o atraso, Vitória dá o exemplo. A unidade é possível.

 

Nildo Mendonça é diretor financeiro e administrativo da CUT-ES
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