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Escalada de violência, o pior estar por vir?

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“Basta de violência! Basta de destruição! É tempo de reconstrução e transformação do Brasil e das relações entre brasileiros e brasileiras!” Gleisi Hoffmann, Presidenta Nacional do (PT)

 

 

Estamos observando as instituições apodrecerem, vidas destruídas, onde a negação da verdade é “palavra de ordem”.

 

A preocupação com essa crescente escalada de violência em todo o Brasil, deve ser um sentimento compartilhado por todos nós. Requer ações mais enérgicas por parte das autoridades governamentais e do Poder Judiciário de modo a solucionar esse grave problema que tem atingido toda a sociedade.

 

Neste governo de Jair Bolsonaro, os órgãos de defesas e de proteção vêm sofrendo diminuição de orçamento, falta de compromisso e dedicação aos mecanismos de proteção aos ativistas ameaçados.

 

Já passou da hora de acordar para uma triste realidade, a milícia está impregnada e atuante, com uma agravante, apoio da política do governo malvado, que nada faz, pois, falar em Direitos Humanos, no Brasil, é tentar procurar ações que não existem.

 

Só para lembrar que armas entram no país pela porta da frente, distribuídas pelo Brasil afora sem que a Polícia Federal tenha registro e conhecimento. Tem algo errado em tudo isso, claro.

 

A Organização dos Estados Americanos (OEA) expressou em relatório deste ano, a profunda preocupação em relação a esse ambiente tóxico, de medo, intimidação e milícia nas eleições brasileiras deste ano. O relatório foi enviado ao Tribunal Superior Eleitoral, e entre os dados da violência coletados pelos observadores da OEA estão “a ocorrência de ameaças de morte, violência física e psicológica, assédio sexual, difamação, ameaças e insultos”.

 

A intolerância política causou uma tragédia no último sábado (9), em Foz do Iguaçu no Paraná. Armado e aos gritos, o agente penitenciário federal, Jorge José da Rocha Guaranho, invadiu a festa de aniversário do guarda municipal Marcelo Arruda, e o matou com três tiros.

 

Arruda comemorava seus 50 anos, com pouco mais de 40 pessoas, em uma festa de aniversário temática  do (PT) e do Lula. Tudo ia bem até que Guaranho invadiu a festa gritando Bolsonaro, mito e xingamentos, sacou uma arma afirmando que mataria a todos na festa. Não deu outra, o maluco bolsonarista voltou e executou o guarda municipal com três tiros. Mesmo ferido, Arruda conseguiu balear o agente penitenciário evitando a chacina anunciada pouco antes na festa.

 

Em nota, o Centro de Direitos Humanos e Memória Popular (CDHMP) de Foz do Iguaçu, lamentou profundamente o falecimento do ativista social Marcelo Arruda. — “O assassinato de Marcelo Arruda revela a face cruel desse setor da sociedade, formado e potencializado por um presidente da República que elogia a morte, desrespeita as instituições e o nosso sistema democrático”.

 

A direção nacional do Partido dos Trabalhadores divulgou nota. — “Cobramos das autoridades de segurança pública medidas efetivas de prevenção e combate à violência política, e alertamos ao Tribunal Superior Eleitoral e ao Supremo Tribunal Federal para coibirem firmemente toda e qualquer situação que alimente um clima de disputa violenta fora dos marcos da democracia e da civilidade. Iniciativas nesse sentido foram devidamente apontadas pelo (PT) em várias oportunidades, junto ao Congresso Nacional, ao Ministério Público e ao Poder Judiciário”.

 

O coletivo Inteligência Brasil Imprensa — IBI repudia toda violência de qualquer ordem, principalmente contra pobres, negros, mulheres e crianças. “Não podemos aceitar este ambiente tóxico entre as pessoas, e tão pouco a violência politica. O Brasil era mais feliz sem este modelo miliciano e malvado”. 

 

Não podemos mais permitir a destruição do nosso país, dos valores éticos, morais e humanos. Este ano teremos eleições e temos o dever de olhar e entender o que estamos passando, para não nos arrependermos depois, como agora.

 

A salvação democrática é no voto, ter consciência de que podemos mudar essa história nefasta, cinza e cruel. Nós brasileiros temos o dever de olhar para o passado e lembrar dos absurdos que estamos vivendo com este governo miliciano. Não resta outra esperança, a não ser o voto, sem medo de ser feliz.

 

Entendemos, o aviso, que o pior pode estar por vir.

 

 

(*) Por Fábio Costa Pinto, jornalista de profissão, formado pela ESPM do Rio de Janeiro, com MBA em Mídia e Comunicação Integrada pela FTE/UniRedeBahia. Membro da Associação Brasileira de Imprensa-ABI (Sócio efetivo) e Comissão, Liberdade de Imprensa e dos Direitos Humanos. Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Associado) Coletivo, Inteligência Brasil Imprensa — IBI. Sindicalizado,  Sinjorba / Fenaj.




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