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Erlânio e Gentil disputam o comando da Federação dos Municípios do Maranhão

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A disputa pelo comando da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem), cujo desfecho terá forte repercussão nas montagens para a guerra eleitoral de 2022, ganhou forma ontem, com o registro de duas candidaturas, a do atual presidente, o prefeito reeleito de Igarapé Grande, Erlânio Xavier (PDT), que busca a reeleição, e a do prefeito reeleito de Caxias, Fábio Gentil (Republicanos). Duas forças políticas distintas, com perfis totalmente diferentes e com bases de apoio que estão medindo forças na direção do Palácio dos Leões.

 

O governador Flávio Dino (PCdoB) saiu de férias deixando bem claro que não se envolverá no processo, o que deixa o embate mais solto e num cenário em que “batem chapa” o senador Weverton Rocha (PDT), apoiador e mentor político de Erlânio Xavier, e o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), que avaliza a candidatura de Fábio Gentil. Os atos de registro e lançamento das candidaturas mostraram uma enorme e curiosa diferença entre os candidatos.

 

O presidente e candidato à reeleição Erlânio Xavier fez um lançamento estridente, exibindo musculatura e anunciando ter o apoio de pelo menos 150 dos 217 prefeitos, deixando no ar a impressão de estar convencido de que sairá da urna com uma vitória avassaladora. Ele conta com os 45 votos de prefeitos do PDT, incluindo o dele próprio, e abriu sua campanha com dois trunfos importantes.

 

O primeiro foi ter batizado sua chapa de “Sálvio Dino”, político destacado, pai do governador Flávio Dino, que defendeu o municipalismo como deputado estadual e como prefeito de Montes Altos, quando presidiu a Associação dos Municípios da Região Tocantina; o segundo é ter o prefeito reeleito de Pinheiro, Luciano Genésio (PP), como seu companheiro de chapa.

 

O prefeito Fábio Gentil, ao contrário, compareceu à sede da Famem para registrar sua candidatura sem nenhuma pompa e sem demonstrar qualquer interesse de mobilizar uma fanfarra para fazer uma participação estridente. Acompanhando-o, alguns políticos, como o deputado estadual Duarte Jr., que é do seu partido, e o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), entre outros.

 

Fábio Gentil entra na disputa com o provável apoio dos 35 prefeitos eleitos pelo Republicanos e grande parte dos 40 eleitos pelo PL. É um político centrado, com larga experiência na seara política municipal que tem clareza quanto ao poder de fogo do oponente. Tem, porém, estatura política e autoridade pessoal para dar esse passo importante no projeto de ocupar um espaço no cenário político estadual. Para ele, é importante participar do processo, de preferência com a possibilidade de surpreender em número de votos.

 

As disputas pela presidência da Famem vêm se dando sob a influência das guerras políticas maiores no estado. A de agora escancarou de vez essa relação, tendo como pano de fundo a disputa pelo Governo do Estado.

 

De um lado o senador Weverton Rocha (PDT), que é o patrono da candidatura do presidente Erlânio Xavier, que coordenou sua campanha senatorial e que no comando da entidade terá um enorme poder de articulação.

 

Do outro lado, o vice-governador Carlos Brandão, aspirante assumido à sucessão do governador Flávio Dino, apoia o prefeito Fábio Gentil num processo que visa fortalecer o seu projeto de chegar ao Governo. Em disputa aberta, Weverton Rocha e Carlos Brandão tentam se manter discretos, mas seus apoiadores travam uma guerra ácida nos bastidores e na blogosfera.

 

A eleição acontecerá no dia 14, e a semana de campanha será intensa, com o presidente agindo para consolidar o seu cacife e líder caxiense em busca de um lastro para reverter a tendência favorável ao adversário.

 

De acordo com a avaliação de um prefeito experiente, o presidente Erlânio Xavier tem tudo para renovar o mandato, mas dificilmente terá os 150 votos que calcula. Isso porque pelo menos duas dezenas de prefeitos não estão aptos a votar.

 

São dirigentes de municípios pequenos e muito pobres, que se recusam a autorizar o uso da fatia de ICMS que recebem para bancar a mensalidade da entidade, argumentando principalmente que não vale a pena porque as ações da Famem não os alcançam.

 

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