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Enquanto governo Bolsonaro dilapida a Petrobrás, petroleiros da Bahia ingressam no 27º dia de greve por emprego

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Categoria realiza movimentações e ações para manutenção do emprego após venda da Refinaria Landulpho Alves (RLAM) a preço negativo entre outras reivindicações

 

 

Os petroleiros da Bahia chegam ao 27º dia de greve alternando diferentes tipos de mobilizações, ações e protestos. Do “lockdown” às assembleias para debater a atual situação da categoria e do Sistema Petrobrás, tudo vem sendo feito de forma responsável, respeitando as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) em relação aos cuidados e prevenção contra a Covid-19 (uso de máscara, álcool em gel e distanciamento entre as pessoas).

 

 

Nessa quarta-feira (31) não houve troca de turno na Refinaria Landulpho Alves, em São Francisco do Conde e os trabalhadores diretos e terceirizados retornaram para suas residências, mas antes participaram de um protesto na porta da refinaria contra a direção da Petrobrás, que continua se recusando a negociar.

 

 

Sindipetro BA

 

 

Sindipetro BA

 

Sindipetro BA

 

 

Os grevistas acusam a gerência da RLAM de agir de forma autoritária, humilhar e praticar assédio moral contra os trabalhadores. No dia 24/03, um trabalhador terceirizado da empresa MVS foi demitido pelo Gerente Geral da refinaria só porque, cansado, apoiou as pernas em uma cadeira.

 

 

Terceirizados da RLAM foram beneficiados com a ação de venda de gasolina a preço justo

 

 

Devido à pandemia da Covid-19, a diretoria do Sindipetro vem optando, nesse movimento paredista, pela modalidade do “Lockdown”, em que a maioria dos grevistas retornam para suas casas, permanecendo na unidade apenas a cota mínima de trabalhadores, prevista em lei.

 

 

Uma das atividades do Sindipetro Bahia, que vêm sendo realizadas antes mesmo do início da greve é a ação da venda de gasolina e gás de cozinha a preço justo.

 

 

Ao subsidiar o valor desses produtos, a entidade sindical vem beneficiando milhares de baianos de diversos municípios do estado e pautando o debate sobre a equivocada política de preços da Petrobrás, que tem levado aos aumentos constantes dos preços da gasolina, diesel e gás de cozinha.

 

 

Nessa quarta-feira, a ação foi voltada aos trabalhadores terceirizados da Refinaria Landulpho e realizada em um posto de combustível, próximo ao portão 2 da RLAM.

 

 

Os terceirizados, em greve, tiveram a oportunidade de abastecer seus veículos com 15 litros de gasolina e suas motocicletas com 6 litros, ao valor de R$ 3,50, o litro. Foram atendidos 300 veículos e 200 motos.

 

 

Reivindicações

 

 

Os petroleiros reivindicam, entre outras coisas, que a Petrobrás envie ao Sindipetro Bahia, a cópia do contrato de venda da Refinaria Landulpho Alves para o fundo Árabe Mubadala ou apresente e coloque em discussão o cronograma de transição da operação da unidade, os prazos de transferências de trabalhadores, seus critérios e prioridades, além das regras que utilizará para indenizar as transferências desses trabalhadores.

 

Eles querem a garantia da permanência dos postos de trabalho dos trabalhadores próprios e terceirizados e também de que não haverá redução salarial, retirada de direitos, de benefícios e vantagens.

 

Outras reivindicações são a implementação de uma política efetiva de combate ao assédio moral nas unidades da Petrobrás; incorporação dos trabalhadores concursados da PBIO à Petrobrás, caso a Usina de Biocombustíveis de Candeias seja realmente vendida e o fim das dobras de turno e das prorrogações de jornada.

 

 

Veja aqui o vídeo que mostra mais sobre o 27º dia de greve dos petroleiros

Reprodução da CUT Brasil

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