O arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo gravou uma mensagem em vídeo uma mensagem para o Dia da Pátria, celebrado em todo o Brasil no próximo dia 7 de Setembro.

A mensagem foi veiculada no canal oficial da CNBB, na qual dom Walmor pediu que o brasileiro “não se deixe convencer por quem agride os Poderes Legislativo e Judiciário”. A declaração acontece às vésperas de manifestações de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL) contra os poderes Legislativo e Judiciário, sobretudo contra o Supremo Tribunal Federal (STF).

No vídeo, o religioso afirma que a participação cidadã na política de ocorrer com liberdade e está diretamente ligada ao fortalecimento das instituições que sustentem a democracia. “A existência de três Poderes impede o totalitarismo, fortalecendo a liberdade de cada pessoa”, disse Azevedo.

Ele afirma que não se pode ficar indiferente a realidade que mistura o desemprego e a alta inflação, acentuando gravemente exclusões sociais e defende a necessidade de políticas públicas para a retomada da economia.

“A intolerância nos distância da justiça e da paz e afasta-nos de Deus. Somos todos irmãos. No Dia da Pátria, 7 de Setembro, rezemos para que o Brasil encontre um caminho para superar as suas crises. Rezemos também pelas vítimas da Covid-19”, rogou.

O presidente da CNBB também defende o direito dos povos indígenas e faz duras críticas aos defensores do marco temporal que vem sendo analisado pelo STF. “Os povos indígenas, historicamente perseguidos, dizimados, enfrentam grave ameaça: a pressão de um poder econômico extrativista, ganancioso, que tudo faz para exaurir nossos recursos naturais. Esse poder tenta manipular instâncias de decisão, alterar marcos legais para avançar sobre terras indígenas dizimando a natureza dos povos originários. É dever cristão estar sempre ao lado dos pequeninos, dos que sofrem, dos índios”, disse.

 

Da ConJur com edição do JBP