Chico Buarque, Leonardo Boff, padre Júlio Lancellotti e outros líderes religiosos e intelectuais denunciam Jair Bolsonaro ao mundo e afirmam que o País é vítima do seu “monstruoso governo genocida”. Eles pedem ação imediata do STF, OAB, Congresso Nacional, CNBB e das Nações Unidas e clamam para que o Tribunal Penal Internacional julgue o governo genocida de Bolsonaro

 

 

Chico Buarque, Leonardo Boff, Zélia Duncan, dom Mauro Morelli, Padre Júlio Lancellotti,Carol Proner, Zélia Ducan e outros religiosos e intelectuais lançaram, neste sábado (6), uma “carta aberta à humanidade”, na qual denunciam que “o monstruoso governo genocida de Bolsonaro deixou de ser apenas uma ameaça para o Brasil para se tornar uma ameaça global”.

 

No manifesto, que está colhendo mais adesões, eles dizem que o “o Brasil é uma câmara de gás a céu aberto. É preciso que grupos, instituições e entidades se manifestem pela vida, contra um genocídio que atinge nosso povo”, diz padre Júlio Lancellotti, 72, coordenador da Pastoral do Povo de Rua. A “carta aberta à humanidade” denuncia ao mundo o que se passa no Brasil.

 

O total de mortes no país já chegou a 265 mil e o de casos a 10.871.843, desde o início da pandemia. No pior período desde o primeiro caso registrado no País, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a minimizar a doença, criticou medidas de isolamento social e disse que até o fim do ano “acabou o vírus” — comportamento que se repete, também, desde o início da pandemia.

 

Nesta semana, com sucessivos recordes de mortes sendo batidos no Brasil, Bolsonaro afirmou que: “Nós temos que enfrentar os nossos problemas, chega de frescura e de mimimi. Vão ficar chorando até quando?”

Em todo o País, o sistema de saúde entrou em colapso desde o fim de janeiro deste ano, as UTI estão operado em suas capacidades máximas. Pressionado e no limite, o sistema de saúde público e privado já estão falidos

 

Além de padre Julio, assinam o documento, personalidades como dom Mauro Morelli, bispo emérito de Duque de Caxias (RJ), o teólogo Leonardo Boff e o músico, compositor, escritor Chico Buarque, entre outros religiosos, artistas e intelectuais.

 

“Nosso povo precisa ser socorrido e que a humanidade se liberte de todo o fascismo e de todo genocídio dos pobres, dos fracos e dos pequenos”, diz padre Júlio.

 

Na carta, os autores fazem um apelo para que Supremo Tribuna Federal (STF), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Congresso Nacional, Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e Organização das Nações Unidas (ONU) se manifestem e tomem providências: “Pedimos urgência ao Tribunal Penal Internacional (TPI) na condenação da política genocida desse governo que ameaça a civilização”.

 

Eles afirmam que “o monstruoso governo genocida de Bolsonaro deixou de ser apenas uma ameaça para o Brasil para se tornar uma ameaça global”.

Na sexta-feira (5), o país completou sete dias seguidos de recordes na média móvel de óbitos pela doença. O novo maior valor da média agora é de 1.423. O recorde anterior era de 1.361.

Dessa forma, o Brasil completou 44 dias com média móvel de mortes acima de 1.000.

O número de óbitos registrados nesta sexta é o terceiro maior valor diário de toda a pandemia.

“Vivemos tempos sombrios, onde as piores pessoas perderam o medo e as melhores perderam a esperança.”
Hanna Arendt

O Brasil grita por socorro.

Brasileiras e brasileiros comprometidos com a vida estão reféns do genocida Jair Bolsonaro, que ocupa a presidência do Brasil, junto a uma gangue de fanáticos movidos pela irracionalidade fascista.

Esse homem sem humanidade nega a ciência, a vida, a proteção ao meio-ambiente e a compaixão. O ódio ao outro é sua razão no exercício do poder.

O Brasil hoje sofre com o intencional colapso do sistema de saúde. O descaso com a vacinação e as medidas básicas de prevenção, o estímulo à aglomeração e à quebra do confinamento, aliados à total ausência de uma política sanitária, criam o ambiente ideal para novas mutações do vírus e colocam em risco toda a humanidade. Assistimos horrorizados ao extermínio sistemático de nossa população, sobretudo dos pobres, quilombolas e indígenas.

Nos tornamos uma “câmara de gás” a céu aberto.

O monstruoso governo genocida de Bolsonaro deixou de ser apenas uma ameaça para o Brasil para se tornar uma ameaça global.

Apelamos às instâncias nacionais – STF, OAB, Congresso Nacional, CNBB – e às Nações Unidas. Pedimos urgência ao Tribunal Penal Internacional (TPI) na condenação da política genocida desse governo que ameaça a civilização.

Vida acima de tudo!

Com informações da Folha de S. Paulo