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Em manifesto, lideranças evangélicas criticam Bolsonaro e clamam por mudanças “urgentes e necessárias”

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Lideranças evangélicas de todo o país, lançam nesta quinta-feira, 22, por meio de uma reunião remota, a partir das 19h, um manifesto contra o presidente da República, Jair Bolsonaro, tendo como pontos principais: denunciar Bolsonaro como o principal responsável pelas mais de 540 mil mortes por Covid-19 no Brasil, desconstruir a ideia de que ele tem apoio total dos evangélicos e de que é cristão, denunciar as atrocidades de seu governo “irresponsável, corrupto e negacionista”, e que atenta contra a laicidade, os direitos humanos e a vida. As lideranças pedem mudanças urgentes, se possível, com o impeachment de Bolsonaro que, na Câmara dos Deputados, já tem 126 pedidos protocolados.

 

 

O movimento da lideranças evangélicas contra Bolsonaro tem o apoio de entidades de peso, tais como a Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, Cristãos contra o Fascismo, Aliança de Negras e Negros Evangélicos do Brasil (Anneb), Missão Evangélica do Brasil (MEB), Evangélicas Pela Igualdade de Gênero (EIG), Intersecções e Frente Cristã Socialista, entre outras.

 

 

O Brasil Popular ouviu quatro destas lideranças evangélicas – três mulheres e um homem, orgânicos – que se reivindicam protestantes progressistas e democráticos e que atuam junto a igrejas, movimentos e coletivos. Procuramos saber o que mudou desde 2018, quando Bolsonaro teve o apoio massivo de quase todas as lideranças evangélicas e obteve os votos da imensa maioria dos evangélicos do país.

 

 

As respostas revelam que Bolsonaro nunca foi unanimidade entre os evangélicos e que nestes mais de dois anos de governo, ele passou a ser considerado um inimigo dos mandamentos do Evangelho, principalmente, o da valorização da vida e da dignidade humana. Para as pessoas entrevistadas, Bolsonaro atua contra a democracia, desrespeita a Constituição e piorou a vida da população, principalmente das pessoas negras, especialmente as mulheres. Portanto, agora, seu governo está, em situação insustentável, por causa das mortes por Covid-19, mas, também, pelas denúncias de casos de corrupção. Veja, a seguir, as entrevistas.

 

 

Entrevista – Professora Waldicéia de Moraes Teixeira da Silva, conhecida por Pastora Wall, da Igreja Cristã de Brasília, Coordenadora Geral Coletiva do Núcleo de Evangélicas e Evangélicos do Partido dos Trabalhadores do Distrito Federal (NEPT-DF), Fundadora e Curadora Educativa do Movimento Social de Mulheres Evangélicas do Brasil (MOSMEB) e Presidenta de Honra da Aliança de Negras e Negros Evangélicos do Brasil (ANNEB). Ela fala em nome do NEPT-DF. 

 

 

JBP: Quais são os pontos principais do manifesto das lideranças evangélicas contra o presidente Bolsonaro?

 

 

Pastora Wall/NEPT-DF: Denunciar o Presidente Bolsonaro como o principal responsável pelas mais de 540 mil mortes por Covid-19 no Brasil, bem como as distorções dos princípios bíblicos do Verdadeiro Evangelho do Reino da Ruah realizadas por falsas pastoras e falsos pastores que idolatram e apoiam a política de morte de Bolsonaro e reafirmar que Nosso Único Mestre é Jesus Cristo Preto de Nazaré, que veio para trazer vida com abundância para todas, todos e todes.

 

 

JBP: Há uma unidade das lideranças evangélicas em torno do pedido de saída do presidente e por quê?

 

 

Pastora Wall/NEPT-DF:: Há. A unidade existe entre protestantes progressistas que frequentam as organizações religiosas dos protestantismos – histórico, pentecostal e neopentecostal – que repudiam o atrelamento das organizações religiosas protestantes com um DESgoverno que não respeita o Estado Democrático de Direito, a imprensa livre, a diversidade religiosa, além de destruir toda a estrutura do Estado brasileiro, principalmente, as políticas públicas para as mulheres, de promoção da igualdade racial, de igualdade de direitos para as pessoas LGBTQIA+, indígenas e quilombolas, e os conselhos onde as organizações da sociedade civil livres e organizadas dialogavam com os sucessivos governos sobre políticas públicas para a população brasileira.

 

 

JBP: Nas eleições de 2018, Bolsonaro teve o apoio massivo dos evangélicos no país. E agora, como é a aceitação dessa posição das suas lideranças?

 

 

Pastora Wall/NEPT-DF:: Na verdade, infelizmente, Bolsonaro teve um apoio massivo das organizações religiosas mais populares do Brasil, segundo o Novo Mapa das Religiões: a católica, a protestante, a espírita e as de matriz africana. Este apoio foi capitaneado por lideranças religiosas conservadoras e inescrupulosas que abandonaram os princípios básicos de suas organizações religiosas, oferecendo os votos de seu rebanho, em troca da ocupação de cargos nos governos em níveis: municipal, estadual, distrital e federal. No entanto, nós, protestantes progressistas, fizemos um trabalho de sensibilização, conscientização e formação dentro das organizações religiosas protestantes, partidos políticos, sindicatos, coletivos, e movimentos sociais e das redes sociais, antes, durante e depois das campanhas eleitorais. Hoje, temos as nossas irmãs e irmãos com o conhecimento de que foram usadas e usados como massa de manobra por falsas pastoras e falsos pastores e estão arrependidas e arrependidos do voto baseado em mentiras que deram a Bolsonaro.

 

 

JBP: É possível uma análise breve, sobre a opção dos evangélicos pelo bolsonarismo?

 

 

Pastora Wall/NEPT-DF:: Historicamente, as organizações religiosas protestantes históricas e pentecostais sempre tiveram as Escolas Bíblicas Dominicais como espaço de sensibilização, conscientização e formação de seus membros. Nas aulas, debatiam e faziam uma análise crítica dos princípios bíblicos ensinados. Nas décadas de 70 e 80, foram fundadas as organizações religiosas protestantes neopentecostais que aboliram as Escolas Bíblicas Dominicais, ficando os membros sem nenhum espaço de debate e se limitando a repetir como um papagaio tudo que as pastoras e os pastores ministram em 40’ nos cultos públicos de domingo à noite. A falta de debate e análise crítica formou membros com consciência ingênua que passaram a acreditar em tudo que vem do púlpito sem agir como as bereanas e os bereanos que, ouviam a ministração do Apóstolo Paulo e informavam a ele que iriam consultar o Livro da Lei da Ruah para saberem se o que tinha ministrado era verdade. Só depois voltavam para debater com ele. São essas e esses protestantes que foram enganadas e enganados por falsas pastoras e falsos pastores que, falando “em nome da Ruah”, abriram seus púlpitos para cometerem crime eleitoral fazendo campanha para políticas e políticos sem o menor compromisso com os princípios do Verdadeiro Evangelho do Reino da Ruah.

 


 

 

Entrevista – Flávio Conrado, antropólogo, editor, articulador da Plataforma Intersecções e um dos coordenadores do Evangélicxs pela Diversidade

 

 

JBP: Quais são os pontos principais do manifesto das lideranças evangélicas contra o presidente Bolsonaro?

 

 

Flávio Conrado: O manifesto da Coalizão Evangélica contra Bolsonaro traz a denúncia de uma situação insustentável, um governo que é irresponsável e corrupto, cujo mandatário reivindica ser cristão, mas não tem nada de cristão. Seu governo atenta contra a laicidade, os direitos humanos e o bem-estar dos brasileiros e brasileiras, e é negacionista e irresponsável quanto à crise sanitária do Covid. Queremos unir nossas vozes evangélicas plurais para denunciar esse governo e o presidente, e clamar por mudanças urgentes e necessárias.

 

 

JBP: Há uma unidade das lideranças evangélicas em torno do pedido de saída do presidente e por quê?

 

 

Flávio Conrado: Não há unidade das lideranças evangélicas. Há um conglomerado religioso-financeiro de algumas igrejas, instituições e lideranças, aliadas de setores reacionários da sociedade brasileira, que apoia o que não poderia ser apoiado por instituições que carregam o nome de cristãs. O que estas igrejas, instituições e lideranças defendem e protegem é um estado violento, violador de direitos, e insensível às dores do nosso povo. São cúmplices das mais de 540 mil mortes que dolorosamente assistimos morrer. Como evangélicos e evangélicas não podemos nos calar diante disso.

 

 

JBP: Nas eleições de 2018, Bolsonaro teve o apoio massivo dos evangélicos no país. E agora, como é a aceitação dessa posição das suas lideranças?

 

 

Flávio Conrado: A situação no Brasil vai ficando mais clara, insustentável, a respeito das verdadeiras intenções do governo de extrema-direita de Bolsonaro. Ele não tem interesse em um governo de inclusão, de solidariedade, de justiça, de pleno emprego, de direitos humanos. Governa para poucos, para o mercado, para o Centrão, para os militares e religiosos fundamentalistas, e ainda o faz com incompetência. Não à toa há mais de 120 pedidos de impeachment no Congresso, aguardando Arthur Lira colocar em pauta. Queremos o impeachment de Bolsonaro.

 

 

JBP: É possível uma análise breve, sobre a opção dos evangélicos pelo bolsonarismo?

 

 

Flávio Conrado: Os evangélicos, como outros segmentos da sociedade, ficaram sujeitos à campanha da direita e dos meios de comunicação a respeito do que os governos Lula e Dilma representaram para o país. Vimos uma enxurrada de fake news nos últimos anos e o lawfare contra o presidente Lula. Além disso, a extrema-direita, incluindo os evangélicos fundamentalistas, usa temas de segurança pública e os avanços nas políticas de minorias e setores periféricos para produzir medo na população evangélica. Tudo isso baseado em mentiras. Esperamos que seja possível dialogar e reverter esse clima de ódio que foi sendo criado entre os evangélicos contra os direitos humanos, políticas sociais inclusivas e a esquerda brasileira.

 

 


 

Entrevista – Missionária Diana Gilli Bueno, da igreja Liberta Diana Gilli Bueno, coordenadora nacional Cristãos Contra o Fascismo e membro do MOSMEB.

 

 

JBP: Quais são os pontos principais do manifesto das lideranças evangélicas contra o presidente Bolsonaro?

 

 

Diana Gilli Bueno: Em Jesus, vemos a valorização da vida, e vida em abundância. Ao curar enfermos, multiplicar pães e peixes e livrar da morte os excluídos e condenados pela sociedade, Ele deixou evidente a valorização da vida e dignidade humana como cernes da vontade divina e alvo maior de sua vida e ministério. Acreditamos que Bolsonaro veio para roubar, matar e destruir e, por isso, lutaremos com todas as nossas forças para que nossa democracia se amplie e se torne um regime político capaz de implementar a sociedade prevista na Carta Magna da Nação. Desta forma, nós, evangélicas e evangélicos de diversas igrejas, movimentos e coletivos, nos colocamos ao lado das inúmeras organizações que se movimentam em defesa do nosso povo e contra os avanços autoritários dos dominadores do poder. Como pessoas evangélicas, não podemos continuar caladas mediante um presidente que opera em favor do “matar, roubar e destruir”. As vidas dos brasileiros, principalmente dos negros, pobres, e indígenas, das mulheres, dos LGBTQIA+ e dos favelados estão sendo roubadas todos os dias pela indignidade da fome, mortas pela Covid-19 ou destruídas pelo caos social. Os violentados por esse governo clamam por justiça. Clamam por um governo no qual o valor principal seja a valorização da vida, e vida em abundância.

 

 

JBP: Há uma unidade das lideranças evangélicas em torno do pedido de saída do presidente e por quê?

 

 

Diana Gilli Bueno: Antes de responder a essa pergunta é importante falar que desde 2016 houve um esforço enorme para que o que estamos vivenciando hoje ocorresse, para que a criação da Coalizão Evangélica ocorresse. Tudo tem um início, processo e enfim a chegada do que queremos, foi assim conosco também. Nós passamos por uma desconstrução de vivências, o que nos possibilitou um olhar mais empático sobre a sociedade, bem como também somos nossos irmãos e irmãs da fé. Aí respondendo a sua pergunta, sim, hoje posso dizer que já vislumbro esse início de unidade no campo de igrejas, comunidades, movimentos e frentes progressistas e libertárias, mas tivemos que por algum tempo nos ajustar à medida que íamos lutando nas ruas contra esse governo que não deseja que o povo brasileiro tenha vida e vida em abundância.

 

 

JBP: Nas eleições de 2018, Bolsonaro teve o apoio massivo dos evangélicos no país. E agora, como é a aceitação dessa posição das suas lideranças?

 

 

Diana Gilli Bueno: Nas eleições de 2018, houve um crescimento no surgimento de movimentos, instituições e igrejas progressistas, impulsionado, claro pelo fato de Bolsonaro não representar boa parte dos evangélicos e evangélicas do Brasil. É bom que isso fique transparente, ele não representa boa parte dos evangélicos e agora vem a cada dia perdendo essa força e acredito que vai perder ainda mais, à medida que esse campo progressista evangélico vai tomando força nas ruas e em todos os lugares. Na questão das igrejas e movimentos que o apoiaram, vejo muitos arrependidos porque perderam seus familiares, amigos, pessoas próximas durante essa tragédia sanitária, que estamos vivendo, fruto claro, dessa falta de gestão do governo federal.

 

 

JBP: É possível uma análise breve, sobre a opção dos evangélicos pelo bolsonarismo?

 

 

Diana Gilli Bueno: Eu acredito que Bolsonaro aproveitou uma fatia do queijo que a oposição não levava muito a sério e nem achava que poderia chegar a tomar o governo federal desse modo que está aí hoje. Sim, houve um certo desdém sobre essa comunidade evangélica. Não se achava que tinham tamanha influência na sociedade, um erro causado por diversas questões, entre elas, o preconceito, a falta de diálogo e um pré-julgamento de quem eram e como se comportavam os evangélicos. Dentro desse cenário se estabeleceu um novo tipo de queijo e Bolsonaro foi lá garantir a fatia dele. Ele construiu aliança com batistas, presbiterianos, metodistas e luteranos, que historicamente exercem influência na vida nacional. São igrejas proprietárias de colégios antigos, universidades, e tradicionalmente promovem projetos de ação social por todo o Brasil. Havia naquela época também os pastores que não tornaram público seu voto, apoio e, por fim, a população de fiéis praticantes e os que apenas se sentem identificados por essa fé. É importante inserir aqui que quando se fala de fiéis, estamos falando também da população mais pobre, periférica e preta. E como eu expliquei em um artigo recente, o rosto dessa massa é o de uma mulher preta. Em um contexto de crescente intolerância religiosa no Brasil e dada a importância do pentecostalismo para a população negra, a relação entre fiéis negros e sua igreja torna-se um tema importante a ser tratado, embora seja pouco estudado e ainda mal delimitado por vários campos da academia e órgãos de pesquisa, principalmente quando se faz um recorte para as mulheres pretas; maioria do total de fiéis. Segundo pesquisa Datafolha (Folha de São Paulo, janeiro de 2020), o público feminino corresponde a 58% dos frequentadores de igrejas evangélicas e pretos e pardos também são maioria, com 59% dos fiéis. Já com relação a gênero e raça, a pesquisa demonstrou que 43% se identificam como pardas e 16% como pretas. As brancas são 30%, segunda maior porcentagem, e as mulheres amarelas e indígenas aparecem com 3% e 2%, respectivamente. Indo um pouco mais fundo, a pesquisa mostrou que as igrejas neopentecostais possuem participação ainda maior das mulheres: elas são 69% do total dos fiéis.

 

 


 

 

Entrevista – Cientista social Simony dos Anjos, mestre em educação, doutoranda em Antropologia e integrante das Evangélicas pela Igualdade de Gênero e da Rede das Mulheres Negras Evangélicas.

 

 

JBP: Quais são os pontos principais do manifesto das lideranças evangélicas contra o presidente Bolsonaro?

 

 

Simony dos Anjos: são dois pontos principais: denunciar todas as atrocidades do presidente Bolsonaro e evidenciar que não há homogeneidade entre as pessoas evangélicas no Brasil. Não há total apoio dos evangélicos ao Bolsonaro.

 

 

JBP: Há uma unidade das lideranças evangélicas em torno do pedido de saída do presidente e por quê?

 

 

Simony dos Anjos: Infelizmente, não. Há uma parte de líderes religiosos que se valem de seu status religioso para apoiar ataques aos mais pobres, pois têm benefícios políticos, sociais e econômicos. Principalmente, quando se pensa em fundamentalistas, eles têm poder midiático e são favorecidos pelo bolsonarismo. Agora, as pessoas que estão na base das igrejas, as mais pobres, principalmente as mulheres negras, são atingidas frontalmente por um governo que piorou a vida da população. Nós, da Coalizão Evangélica contra Bolsonaro, olhamos por essa perspectiva da vida dos mais vulneráveis, não pelo ganho de poder político.

 

 

JBP: Nas eleições de 2018, Bolsonaro teve o apoio massivo dos evangélicos no país. E agora, como é a aceitação dessa posição das suas lideranças?

 

 

Simony dos Anjos: eu discordo dessa afirmação do modo que está colocada. Temos que qualificar qual evangélico, pesquisas mostraram que o eleitor do Bolsonaro da perspectiva de gênero era homem, de raça era branco, de classe eram os mais ricos e de religião evangélicos. O que percebemos é que em 2018, os mais pobres e a maioria de negros se abstiveram da eleição, foi a eleição que mais teve abstenção. E dentre os evangélicos mais pobres isso aconteceu muito. Então, a homogeneização dos evangélicos interessa a quem? Quem se beneficia disso? Achar que todos os evangélicos apoiaram Bolsonaro, favorece o Bolsonaro. Nós estamos aqui para dizer que não, nem todas as pessoas evangélicas apoiam Bolsonaro.

 

 

JBP: É possível uma análise breve, sobre a opção dos evangélicos pelo bolsonarismo?

 

 

Simony dos Anjos: Pense comigo: as pessoas têm na igreja acolhimento, humanização e empatia, o pastor mal intencionado diz que o Fernando Haddad vai fechar as igrejas, o que essas pessoas vão fazer? Defender esse espaço no qual se sentem humanas. As fake news diziam que Bolsonaro era pela família e pela igreja, tudo o que tem mais valor para as pessoas e elas ficaram com medo. Bolsonaro ganhou esse apoio pelo medo e por mentiras que propagou. Mas temos que considerar, também, que tem muito preconceito, ódio em relação à diversidade de gênero, racial, religiosa que infelizmente ainda é propagado por líderes religiosos que se beneficiam disso. Assim, a liderança das igrejas evangélicas se identifica com Bolsonaro, mas não significa que Bolsonaro representa a base da igreja, que foi prejudicada pela falta de vacina, pelo aumento do gás, da carne e da luz elétrica. A base da igreja está sendo massacrada pelo Bolsonaro.

 

 

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