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Em greve há mais de 6 meses, empregados do Metrô-DF denunciam redução salarial e péssimas condições de trabalho

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Na terça-feira (19) passada, a greve dos metroviários completou seis meses. Poucos dias após o início da paralisação, no dia 19 de abril, o Metrô vem operando com 80% do seu efetivo funcional nos horários de pico e 60% nos horários de menor demanda, conforme determinação judicial. Na próxima segunda-feira (25), o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) retomará o julgamento do caso.

 

O Sindimetrô, que representa os trabalhadores do Metrô, ressalta que a categoria entrou em greve porque a empresa suspendeu, no dia primeiro de abril, vale transporte e alimentação, plano de saúde, entre outros benefícios previstos no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), como anuênio.

 

“Mesmo sem vários benefícios que dependem do ACT, que nos foi retirado, ainda sim estamos cumprindo rigorosamente os percentuais exigidos pela Justiça”, explica a diretora de Comunicação do Sindimetrô, Meire Rodrigues. “Nem pedimos reajuste de salário, nossa greve é pelo retorno dos nossos direitos”, acrescenta.

 

Segundo Meire, além de suspender o ACT, a direção do Metrô também não está fazendo o repasse para a entidade sindical da mensalidade dos trabalhadores sindicalizados. Além disso, segundo ela, desde abril a empresa suspendeu o salário dos dirigentes sindicais. “Nossa expectativa é que a Justiça reverta tudo isso”, acredita Meire.

 

As perdas salariais dos trabalhadores do Metrô após a retirada do ACT têm causado sérios prejuízos à categoria. Um agente de estação que trabalha há 23 anos no Metrô e preferiu não se identificar, com medo de represálias da empresa, conta que desde abril passado sua remuneração não ultrapassou 50% do que ele ganhava antes. “Nesses seis meses, nunca mais recebi 50% do que ganhava. Teve mês que meu salário foi inferior a 40% do que recebia”, disse. Exceto férias e 13º salário, todos os outros benefícios foram suspensos.

 

Há casos de trabalhadores que estão em situação ainda mais dramática. Com perdas de mais da metade do salário e dívidas com o Banco Regional de Brasília (BRB), alguns desses trabalhadores com empréstimos consignados estão passando dificuldades financeiras e contam com a ajuda dos colegas com cestas básicas.

 

Outro problema denunciado pelos trabalhadores é o baixo efetivo funcional. Faltam empregados desde antes da greve. Estações que antes contavam com oito trabalhadores hoje contam com dois e em alguns casos até um. Segundo eles, tem estações com uma pessoa pra vender cartão, atender usuário, ou até mesmo para fazer primeiros socorros, se algum usuário precisar. É o caso de estações de túnel na Galeria, Asa Sul, 102, 104, 114, em Samambaia e Celândia. O último concurso para o Metrô ocorreu em 2013.

 

“Num caso de emergência esse empregado pode abandonar o posto e socorrer alguém em situação crítica de risco de morte? E o patrimônio? E as atividades da Estação? Abandona-se?”, questiona um dos empregados do Metrô que também não quis se identificar, com medo de represália.

 

Os trabalhadores contam ainda que desde o início da pandemia o Metrô forneceu apenas quatro máscaras para cada empregado. Segundo eles, o item de segurança não tem certificação do Inmetro. “É uma máscara caseira e não sabemos se de fato nos protege do coronavírus”, denunciam.

 

O Jornal Brasil Popular entrou em contato com a direção do Metrô, por meio da Assessoria de Imprensa. Mas até o fechamento desta edição não tivemos retorno.

 


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