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Em greve, centenas de trabalhadores da LG querem a manutenção do emprego

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Após a Ford e Embraer anunciarem demissões de empregados, agora é a vez da LG. Empresa sul-coreana anuncia demissão de 430 trabalhadores, que farão manifestações amanhã e na sexta-feira (16)

 

A LG apresentou proposta de indenização com valores que variam de R$ 8 mil a R$ 30.904,00, dependendo do tempo de trabalho. Mas foi recusada pela categoria, que fará manifestações amanhã (15) em São José dos Campos e na sexta (16), em Taubaté.

As empresas Sun Tech, Blue Tech e 3C, que prestam serviço para a LG, empregam juntas cerca de 1.400 trabalhadores, sendo 95% dessa força de trabalho composta por mulheres. “Muitas delas são mães solteiras e chefe de família”, conta o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Weller Gonçalves.

 

Juntas, as quatro empresas empregam cerca de 1.400 trabalhadores, sendo 95% dessa força de trabalho composta por mulheres. “Muitas delas são mães solteiras e chefe de família”, conta o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Weller Gonçalves.

 

Cerca de 430 pessoas que trabalham para a Sun Tech, Blue Tech e 3C, algumas delas com mais de 20 anos de trabalho, correm o risco de aumentarem, ainda mais, a lista de desempregados no Brasil, que bate recorde. Em todo o País, 14,2% da população ativa estão sem colocação profissional, o que representa 14,3 milhões de brasileiros. Isso desconsiderando o número de desalentados (pessoas que desistiram de buscar emprego), que se aproxima de 6 milhões, segundo o IBGE.

 

Gonçalves discorda dos números apresentados pela LG e diz que a empresa está num dos seus melhores momentos financeiros, desde 2008. Além disso, o dirigente sindical acusa a empresa sul-coreano de praticar terceirização fraudulenta, uma vez que tudo é fornecido pela LG.

 

“A matéria prima, a tecnologia, o maquinário dessas empresas terceirizadas, tudo é da LG. Quem trabalha pra ela ganha mais do que as pessoas que trabalham para as terceirizadas. Isso é uma forma de exploração desses trabalhadores e de aumentar a lucratividade da LG, que usa essas empresas”, explica.

 

Por meio de nota, a LG lamentou a rejeição da proposta. “A proposta construída pela fábrica da LG em Taubaté e o Sindicato ao longo desses dias foi colocada para aprovação da assembleia de trabalhadores, que a rejeitou, declarando a greve que iniciou-se na manhã desta segunda-feira. A LG respeita o direito à greve de seus trabalhadores e lamenta a rejeição da proposta, sendo que buscará os meios legais”.

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