Uma família sofreu queimaduras graves ao usar álcool para cozinhar por não ter dinheiro para comprar um botijão de gás em Anápolis (GO). O acidente foi no último dia 7 de agosto e agora, depois de terem recebido alta, eles precisam de ajuda para pagar o tratamento. Benta Maciel Correa e o marido Israel Rosa faziam um almoço na casa do cunhado quando o houve a explosão.

“Era aniversário do meu cunhado, não tinha botijão de gás e só faltava cozinhar o feijão. Meu marido estava com o galão de álcool na mão, quando coloquei o fogo com o papel e o galão explodiu”, contou Benta ao G1.

Ela explicou que o fogo se espalhou rapidamente, acabou atingido parte da casa e também a sobrinha de 10 anos que estava perto do casal no momento:

“Só lembro que o fogo pegou primeiro no meu cabelo. Minha sobrinha, que passava perto da gente, também se queimou. Eu e meu marido ficamos na UTI”, disse.

O caso caiu nas redes sociais e todo tipo de indignação por causa do aumento desnecessário e sem controle da pobreza e da miséria no País. Com o índice de desemprego mais alto das últimas décadas, o Brasil, com a gestão da economia e as ideias neoliberais da Escola de Chicago do ministro Paulo Guedes, todas já superadas nos países que já as adotaram, permanecem causando estragos irreversíveis no Brasil.

Nas redes sociais, o ex-presidente Lula manifestou sua indignação: “Não é possível que a sociedade brasileira não se indigne com isso”, e mostra a foto do casal queimado porque tentou cozinhar feijão com álcool porque não tem dinheiro para comprar o botijão de gás.

 

O governo do ex-presidente Lula promoveru a  geração de 15 milhões de empregos formais, o que é considerado, sem dúvida, o principal legado do seu governo deixado para o Brasil, segundo relato da Câmara dos Deputados. Ao contrário de Jair Bolsonaro (ex-PSL), que em 2 anos de mandato gerou mais de 14,7 milhões de desempregados e mais de 40 milhões de pessoas na extrema pobreza, segundo dados da Pesquisa por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Outra diferença marcante entre os dois governos é que, nos governos Lula, o brasileiro teve salários reajustados, preços controlados, poder aquisitivo aumentado e o Brasil saiu do Mapa da Fome. No governo petista, o brasileiro tinha comida no prato. No governo Bolsonaro, além da falta de comida, o brasileiro não tem saúde, educação e nenhum outro direito humano garantido.

A deputada federal e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann (PR), também postou nas suas redes sociais a notícia. No Instagram, ela postou a foto de Benta, na UTI, e escreveu: “A que ponto chegamos com Bolsonaro! Sem condições de comprar botijão de cozinha, brasileiros estão se aventurando a cozinhar com álcool, se acidentando gravemente e indo parar nos hospitais. A vida do povo nunca esteve tão ruim como nesse governo”.

No Twitter, a deputada escreveu que, no governo Bolsonaro, o “número de trabalhadores informais sem direito nenhum chega a 35,6 milhões. São mais 32,2 milhões de pessoas subocupadas ou desalentadas. Com o desemprego de 15 milhões de pessoas, o cenário é desolador. Sem geração de empregos, a economia vai continuar sem se recuperar”. E, no Instagram, ela propõe o preço do gás voltar aos R$ 49 reais.

“Hoje é o dia nacional do gás e no governo Bolsonaro não há nada a comemorar. Nunca antes o preço do botijão de cozinha esteve tão caro e, em alguns estados, o valor do item passa dos R$ 110 reais. Com uma política econômica que priorize o bolso dos trabalhadores e não o lucro dos acionistas, é possível diminuir o valor do botijão e chegarmos ao valor de R$ 49. Precisamos de #PreçoJustoJá”, escreveu ela no Instagram.

 

No caso de Benta, o G1 dá conta de que todos foram levados por vizinhos ao Hospital de Queimaduras de Anápolis, onde ficaram internados por 20 dias.

 

Camisa de Israel Rosa após explosão com álcool, em Anápolis Foto: Arquivo Pessoal/Benta Correa
Camisa de Israel Rosa após explosão com álcool, em Anápolis Foto: Arquivo Pessoal/Benta Correa

 

A família agora está em casa e segue em tratamento médico. Benta é doméstica e o marido é entregador, mas agora estão impossibilitados de trabalhar. Os dois contam apenas com a ajuda de parentes para comprar pomadas e protetores: “Nossas pomadas são manipuladas e custam mais de R$ 200. Temos que passar por no mínimo três meses, de duas em duas horas, porque a pele não pode repuxar”, relatou Benta.

Do G1 com edição do JBP