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Em fevereiro, quando havia 17 mortes, a Itália ‘protegeu a economia’ e cancelou o isolamento

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A situação ficou fora de controle e mais de 8 mil pessoas já morreram

Os italianos sentem na pele as consequências da atitude do governo de ter resistido às medidas de isolamento social com a justificativa de que era preciso preservar a economia. Ao tratar o novo coronavírus como uma ‘gripezinha’, a Itália levou seu sistema de saúde ao colapso e o número de mortos já supera os 8 mil.

Vale lembrar que a postura do governo da Itália, no final de fevereiro, era a mesma que Bolsonaro defende agora para o Brasil, ou seja, a reabertura das escolas e a retomada imediata das atividades comerciais do país em plena epidemia. É o que mostra uma reportagem do jornal El País, do dia 27 de fevereiro: ‘Itália muda estratégia contra o coronavírus para combater o alarmismo e proteger a economia’.

Mas as consequências da mensagem de tranquilidade e contra o isolamento foram terríveis para os italianos. No dia 25 de março, uma enfermeira italiana, que trabalhava atendendo diretamente pacientes infectados pelo novo coronavírus, se matou após ser diagnosticada com a Covid-19. Ela estava com medo de passar a doença para outras pessoas.

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Legenda: Em 27/02, primeiro ministro da Itália, Giuseppe Conte, recebe em Nápoles o presidente da França, Emmanuel Macron, durante a Cúpula Intergovernamental ítalo-francesa, que ignorou a gravidade da pandemia.
Crédito: Filippo Attili

 

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