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Em carta de boas-vindas ao general Luna, CNTRC alerta para a demolição da Petrobrás

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O Conselho Nacional de Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) divulgou, nestas sexta-feira (26), uma carta aberta sobre a indicação do general Joaquim da Silva e Luna, indicado à presidência da Petrobrás, e, além de cumprimentá-lo pelo aceite e diz, no documento que, desde a indicação do presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL), os caminhoneiros autônomos e empregados, bem como outras entidades que agremiam o conselho, receberam a notícia com alegria e esperança.

 

 

“Tem sido com alegria, entusiasmo e esperança que os caminhoneiros receberam e reagiram a sua indicação. Acreditamos na sua capacidade de nortear as ações da companhia, no aproveitamento de nossas riquezas no sentido do desenvolvimento econômico brasileiro, nossa engenharia e nossa indústria”, dizem na carta.

 

 

 

Também mencionam o sofrimento da categoria e suas respectivas famílias: “Os caminhoneiros autônomos brasileiros há décadas vem sentindo e sofrendo, junto com suas famílias, a degradação de sua atividade que sempre foi e continua sendo fundamental para toda a sociedade brasileira”.

Confira, a seguir, o documento na íntegra.

 

 

General Joaquim Da Silva E Luna indicado à presidência da Petrobrás

 

 

O Conselho Nacional de Transporte Rodoviário de Cargas – CNTRC, entidade que congrega de forma integral e homogênea caminhoneiros autônomos e empregados assim como entidades que os agremiam, com atuação nacional e representações em 22 Estados da Federação, vem cumprimentá-lo pelo aceite da meritosa indicação ao cargo de Presidente da maior estatal brasileira feita pelo acionista majoritário, cujo representante o Ilmo. Sr. Presidente da República Jair Bolsonaro tornou pública em 19/02/2021. Desde então, tem sido com alegria, entusiasmo e esperança que os caminhoneiros receberam e reagiram a sua indicação. Acreditamos na sua capacidade de nortear as ações da companhia, no aproveitamento de nossas riquezas no sentido do desenvolvimento econômico brasileiro, nossa engenharia e nossa indústria.

 

Famílias sofrem juntas

 

Os caminhoneiros autônomos brasileiros há décadas vêm sentindo e sofrendo, junto com suas famílias, a degradação de sua atividade que sempre foi e continua sendo fundamental para toda a sociedade brasileira. Hoje nossa condição de trabalho é insustentável, muito em função da política de preços adotada pela Petrobrás conhecida como Preço de Paridade de Importação -PPI, cuja extinção é um dos principais itens de nossa pauta de reivindicações.

 

 

Esta política da Petrobrás (PPI) faz com que muitas vezes os preços dos combustíveis no mercado brasileiro atinjam níveis substancialmente acima da capacidade de pagamento dos caminhoneiros e dos brasileiros de um modo geral. Como vem ocorrendo no momento. Junta-se a isto o problema de uma pandemia que se alastra.

 

 

O caminhoneiro hoje chega em casa depois de longa jornada de trabalho, sem recursos suficientes para o sustento da família e muitas vezes trazendo consigo uma doença para ser transmitida aos seus entes queridos. Já estávamos de pé para uma nova paralisação quando soubemos de sua indicação.

 

 

Acreditávamos que sua posse ocorreria no último dia 20/03 e fomos surpreendidos com a postergação para meados de abril. Vamos aguardar, lhe oferecemos todo o nosso apoio, inclusive com proposta de nova política de preços que julgamos mais adequada do que as que tem sido veiculadas (ex: colchão com royalties).

 

 

Infelizmente as administrações da Petrobrás nos últimos anos não tem atuado em defesa da própria companhia e dos interesses do Brasil. O nome da Petrobrás e dos petroleiros foi denegrido junto à população brasileira com falácias, como a de que a companhia teria chegado à beira da insolvência (a mãe de todas as mentiras) aproveitando a descoberta de falcatruas ocorridas com o objetivo de fazer o brasileiro aceitar sua destruição.

 

 

A imagem da empresa precisa ser reconstruída general. A verdade tem de prevalecer. A recente aprovação da venda da Refinaria Landulfo Alves – RELAM, na Bahia, para o fundo árabe Mubadala é uma prova do que falamos. Feita com a sustentação de um acordo espúrio e absurdo com o Conselho de Administração de Defesa Econômica.

 

 

A anglo holandesa Royal Dutch Shell, dona de refinarias no Golfo do México em sociedade com os sauditas, se transformou na maior fornecedora de combustíveis para o Brasil graças ao PPI da Petrobras. Esta mesma Shell adquiriu o controle da ferrovia norte-sul por onde deverá escoar combustíveis para o norte e nordeste brasileiro cobrando o que bem entender. Não teremos mais a quem reclamar. Nosso controle energético e soberania acabaram. Isto precisa ser revertido general.

 

 

Clique aqui e leia a carta no PDF

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