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Eletrobras e o fim da soberania do Brasil: eletricitários denunciam irresponsabilidade dos acionistas

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Em pleno 2022, o que se vê é a Eletrobrás, uma imensa empresa pública, que levou anos para ser construída no Brasil, aparelhada por uma bando de prepostos do governo Bolsonaro a serviço do mercado financeiro trabalhando na privatização da Eletrobras, uma empresa intimamente relacionada com a soberania do Brasil.

O Coletivo Nacional dos Eletricitários tem denunciado o desmonte da empresa nacional e avisado sobre os imensois prejuízos que o Brasil terá se esse bando que comanda a empresa conseguir privatizá-la, como tem prometido o ministro da Economia, Paulo Guedes, ao mercado financeiro. “Os gestores atuais da empresa a mantém recheada de escândalos”, denuncia o Coletivo Nacional dos Eletricitários. Confira o texto

Os administradores da Eletrobras seguem no “limite da irresponsabilidade”, denunciam os trabalhadores, por meio do Coletivo Nacional dos Eletricitários. Eles criticam a decisão dos acionistas da estatal que autorizou a privatização da empresa, em assembleia realizada no último dia 22. Na sequência da decisão do TCU, os acionistas também desconheceram as irregularidades que envolvem a subavaliação do preço de “venda” da estatal. 

 

 

“Vender a Eletrobras por R$ 20 bilhões é um acinte”, criticou Dilma, que foi ministra das Minas e Energia do Governo Lula entre 2003 e 2005, quando implementou o programa Luz Para Todos. Depois, como presidenta da República, ela reformulou o sistema energético brasileiro, garantindo energia elétrica a preço justo para a população. Para Dilma, o parque hidrelétrico da empresa vale, “no mínimo”, R$ 400 bilhões.

 

 

O tempo limite da operação de privatização da Eletrobras nestes termos é o emblemático dia 13 de maio, alerta o Coletivo Nacional dos Eletricitários. “Neste sentido, nós convocamos nossa força de trabalho para cerrarem as trincheiras de resistência à privatização da Eletrobras”, afirmam em nota divulgada nesta semana. No dia 22, o PT pediu ao STF a suspensão da privatização da Eletrobras até que o TCU analise as denúncias de irregularidades encaminhas pela Câmara dos Deputados.

 

 

Administradores da Eletrobrás seguem no “limite da irresponsabilidade”

 

 

Para os mais jovens pode parecer assustador o show de fraudes e irregularidades que enredam a tentativa de privatização da Eletrobras. Mas é importante lembrar que essa sempre foi a forma que se fez privatização no Brasil.

 

 

Voltemos ao fim dos anos 90… Faltando quatro meses para a privatização da Telebrás, o então presidente Fernando Henrique Cardoso recebera, em mãos, uma fita com gravações de telefonemas grampeados de um importante ator de seu governo: Luiz Carlos Mendonça de Barros, ministro das Comunicações. A fita k7 continha dados relevantes sobre os bastidores da privatização, incluía informações técnicas, segredos de governo, confidências e muito palavrão. Os registros eram escandalosos no favorecimento ao consórcio organizado pelo Banco Opportunity, de Daniel Dantas.

 

 

Ricardo Sérgio de Oliveira, Diretor da Área Internacional do Banco do Brasil, acertou a fiança do BB ao Opportunity, para que o banco de Daniel Dantas entrasse com força no leilão. Nesse contexto, em uma das conversas grampeadas, Ricardo Sérgio proferiu a Mendonça de Barros a frase mais famosa do submundo das privatizações no Brasil: “Estamos no limite da nossa irresponsabilidade”. Estava errado. O limite da irresponsabilidade já havia sido ultrapassado há muito tempo! Era tudo questão de tempo, de responsabilização, justiça e reparação.

 

 

Os anos 90 antecediam a sociedade da informação e mesmo com registros precários, Luiz Carlos Mendonça de Barros e outros 14 réus foram acusados pelo Ministério Público Federal de improbidade administrativa.
Nos dias de hoje onde somos registrados em nossos atos e quase que pensamentos o tempo todo, a turma da pesada da privatização da Telebrás teria sérios problemas para explicar aos órgãos de fiscalização e controle, à justiça e à Polícia Federal.

 

 

Em pleno 2022, o que vemos é uma tentativa de privatização da Eletrobras recheada de escândalos de subavaliação do bônus de outorga, de omissão dos impactos para os consumidores na conta de luz e de “malabarismos societários” suspeitíssimos para a definição do futuro de Eletronuclear e Itaipu Binacional.

 

 

Em plena era da informação, é factível afirmar que os administradores já ultrapassaram o limite da irresponsabilidade. Pois, quer queira, quer não, são agentes públicos defendendo interesses privados.

 

 

Qual vai ser o fim desse filme? Depois de tudo, qual será o destino dos diretores Rodrigo Limp Nascimento, Elvira Cavalcanti Presta, Camila Gualda Sampaio Araújo, Pedro Luiz de Oliveira Jatobá, Márcio Szechtman e Luiz Augusto Pereira de Andrade Figueira?

 

 

A nós do CNE nos cabe denunciar dentro da legalidade, do jogo limpo. Mas o cerco é cada vez mais estreito para aqueles que conduzem a privatização da Eletrobras. A complexidade da operação, a inflexibilidade dos interesses envolvidos e a necessidade de se fazer tudo o mais rapidamente possível com receio do processo eleitoral. Tudo isso nos remete aos escândalos das privatizações dos anos 90, com a sutil diferença de que hoje somos muito mais expostos e temos muito menos “privacidade”.

 

 

No dia 22/02, os administradores da Eletrobras, mais uma vez no limite da irresponsabilidade, conduziram 12 deliberações de pautas em AGE do processo de privatização. Num jogo de cartas marcadas, a privatização foi aprovada em assembleia. É muito adequado chamar este de “o dia que não terminou”. A proposta de administração tem uma série de complexas irregularidades denunciadas na justiça e que ainda serão julgadas no mérito. Além disso, foram feitos inúmeros questionamentos pelos acionistas sem respostas e oportunamente registrados em ata.

 

 

Cada passo que a diretoria da Eletrobras dá no sentido da privatização, ficam expostas, desnudadas gambiarras, fraudes, ilegalidades. A conta desse acúmulo será devidamente, inevitavelmente cobrada!

 

 

Neste momento, é comum que a empresa e o governo façam prognósticos otimistas do cronograma para a privatização da Eletrobras. O objetivo é sempre o mesmo: adoçar a boca do mercado e arrefecer a nossa resistência. Tentar emplacar a narrativa fake de que a privatização é irreversível.

 

 

Acostumado com esses recorrentes artifícios e consciente do desafio que temos pela frente, o Coletivo Nacional dos Eletricitários está organizado e estrategicamente posicionado para todas as batalhas que teremos daqui por diante! Com inteligência e obstinação o tempo pode ser nosso aliado! Estamos mais fortes do que nunca! A nossa resistência vem de um acumulo de lutas de seis anos e depois de todo esse período duro, estamos muito perto de tirar a privatização da Eletrobras das nossas vidas.

 

 

Como sabemos, o tempo limite da operação de privatização da Eletrobras nestes termos é o emblemático dia 13 de maio. Neste sentido, nós convocamos nossa força de trabalho para cerrarem as trincheiras de resistência à privatização da Eletrobras. Recuperem fôlego, coloquem um sorriso nos lábios, o semblante de orgulho dos que estão do lado certo da história.

 

 

A nós companheiros, nada nunca nos foi dado, foi tudo fruto de luta, de conquista. Vamos resistir mês a mês até a vitória definitiva! É nosso dever acreditar e contagiar a todo mundo que está conosco fazendo história! Juntos somos uma fortaleza inabalável!

 

 

Nacional dos Eletricitários




 

 

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