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Eleições no Congresso – Deu no que deu: foi a noite das traições

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Teve de tudo na disputa pela Câmara e Senado. Desde a compra de votos, negociação de cargos até traição…

 

A disputa acirrada pela presidência da Câmara dos Deputados e do Senado Federal – em especial a Câmara baixa – já davam o tom durante a semana de que seria uma luta desigual. Com o “balcão de negócios” aberto e a forte determinação do Planalto de vencer em ambas as casas- a qualquer custo -, as ofertas foram sendo expostas e sem limites para o jogo do poder. A reviravolta na Câmara, com a vitória de Artur Lira, em primeiro turno, com a esmagadora contagem de 302 votos, surpreendeu até mesmo o governo.

 

O grande derrotado foi o presidente Rodrigo Maia, que amargou, além da disputa, a traição do seu próprio partido – o Democratas/DEM- que se rendeu aos “encantos” do Governo Bolsonaro pelo cargo de Ministro da Educação, ministério cortejado por qualquer grupo político que se preze. O resultado foi esse: Maia que até então pensava que liderava a casa se viu, da noite para o dia, vencido pelos benefícios do poder. Como diria o Velho Ulisses: “ O dia do benefício é a véspara da traição”. E Maia perdeu, sem a dignidade de sequer apresentar um dos 67pedidos de “impeachman”, que mantinha “engavetados”.

 

Ato continuo, exatos 10 minutos após pregar uma gestão de “paz e amor”, o novo presidente, deputado Artur Lira, do PP – o mais corrupto dos partidos da República – cassou o registro da chapa inscrita por Maia, o derrotado. Deu no que deu. Ele mostrou a que veio: um representante palaciano das ordens do Goiverno Bolsonaro. Ainda nesta terça voltou atrás, quer a negociação, mas sob orientação explícita do Planalto, claro. Mas, tem muito água a passar por baixo da ponte, inclusive a judicialização por parte das oposições.

 

No Senado, acordo e paz

 

No Senado Federal, ao contrário, a vitória previsível de Rpdrigo Pacheco (DEM/MG) que era o candidato oficial do presidente David Alcolumbre – apoiado pelo Planalto – teve a concordância da oposição. Alí, foram mantidos os acordos, a proporcionalidade da Mesa Diretora e comissões. A vitória foi comemorada discretamente com um discurso de pacificação e respeito, além do compromisso de independência do Parlamento diante dos outros poderes. A vitória do candidato oficial, parece não oferecer nenhum trauma. Foi uma disputa menos acirrada e que acabou com o placar de 67  X 21, mas que mostrou civilidade. A candidata derrotada Simone Tebet, filha do ex-senador Rames Tebet, fez um discurso que resgatou o Dr. Ulisses Guimarães e o próprio pai, lembrando sua passagem memorável pela casa.

 

Entre os opositores do governo central, os senadores Paulo Rocha ´(PT/PA)– novo líder da bancada -, e Rogério Carvalho (PT/SE) foram unânimes em desejar ao novo presidente “Sabedoria, força e Luz” na condução da gestão, pela independência e autonomia do Senado e do Congresso. O Chefe de Gabinete Wilmar Lacerda, salientou que “ele era a melhor opção e que cumpriu com respeito os acordos de proporcionalidade e representação das bancadas no Senado”.

 

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