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Editorial l Sinais de alerta: a visita de Nuland o prenúncio de outro golpe de Estado em 2022

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A decisão de Jair Bolsonaro de indultar o deputado fora da lei Daniel Silveira, do PTB-RJ, deve ser entendida, seriamente, como uma provocação para desestabilizar o processo eleitoral em curso. Visa a escalar uma crise artificial com o Supremo Tribunal Federal (STF) , mas também com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tendo em vista que, por determinação do Palácio do Planalto, o Ministério da Defesa tem esgrimido uma polêmica com a Justiça Eleitoral questionando a segurança das urnas eletrônicas, no formato atual.

 

Ao indulto excepcional de Daniel Silveira deve ser juntado o fato político, extremamente grave, que é a chegada ao Brasil, da subsecretária de Assuntos Políticos dos EUA, Victoria Nuland, organizadora do golpe de Estado da Praça Maidan, na Ucrânia, em 2014, resultando no surgimento de um governo neonazista anti-Rússia, desembocando na guerra atual da Otan contra a nação eslava, com todo o apoio dos EUA. Nuland vem ao Brasil para participar de um Diálogo de Alto Nível Brasil-EUA, e traz, na bagagem, o subsecretário de Crescimento Econômico, Energia e Meio Ambiente, José Fernández, exatamente, no momento em que os aliados europeus na guerra contra a Rússia se encontram na eminência de se verem privados do acesso ao petróleo e ao gás russo, caso não aceitem fazer o pagamento em rublos, como, evidentemente, é uma prerrogativa de Moscou para vender suas matérias primas, em face da falta de lastro do dólar.

 

 

O próprio ministro de Minas e Energia brasileiro, Almirante Bento, fanático por privatizar a Petrobras e a Eletrobrás, já deixou clara a existência de uma “orientação” da Casa Branca  para que o Brasil aumente, radicalmente, suas exportações petroleiras, especialmente, em direção aos aliados europeus da guerra otanista contra a Rússia. Na verdade, o tal Diálogo de Alto Nível Brasil-EUA, que conta com a participação do ministro de Relações Exteriores, Carlos França, pode não ser mais do que a forma que toma a pressão do governo Biden sobre Bolsonaro, cujas posições após sua visita  a Moscou, em fevereiro, são consideradas pró-Putin. De fato, o Brasil não tem se somado às iniciativas dos EUA para ampliar sanções contra Rússia. Causa ainda maior interesse o fato de Jair Bolsonaro (PL) ter determinado, recentemente, que todo o teor das conversações entre ele e Putin sejam mantidas em absoluto sigilo por pelo menos 5 anos.

 

Assim, o contexto em que se verificam as agressões de Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal, ao TSE, acompanhadas de declarações hostis por parte do Presidente do Supremo Tribunal Militar, bem como do presidente do Clube Militar do Rio de Janeiro, conforma, com a chegada de dois representantes diretos de Biden ao Brasil, no mínimo configuram pressão para que o governo brasileiro seja mais alinhado e submisso possível, seja em relação ä guerra da Otan contra a Rússia, mas também em relação ao Venezuela, tendo em vista que o Ministro Carlos Franca já se manifestou por uma normalização das relações do Brasil com a Pátria de Bolivar, tendo em vista que o comércio bilateral entre Roraima e Venezuela cresceu em 38por cento nos últimos 2 anos, mesmo com as relações diplomáticas congeladas entre os dois vizinhos.

 

 

As forças progressistas brasileiras devem ter uma atenção superespecial à presença dos enviados norte-americanos ao Brasil, tendo em vista que um eventual acordo, envolvendo petróleo, pode ter como moeda de troca uma posição ingerencista da Casa Branca sobre as eleições presidenciais brasileiras, aliás, como é tradição na política intervencionista da nação do norte.

 




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Um comentário

  1. a americana que fez o golpe no Paraguai, depois aplicou o modelo no Brasil e funcionou. Esta americana de agora promoveu o fascismo na Ucrânia, com o bolsonarismo no Brasil, so pode sair coisa ruim. A Ursula das Mentiras da U.E. foi pressionar a India…é o mundo que se cuide da mulheres da guerra.

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