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EDITORIAL – Unidade, em defesa da democracia e da vida

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Não podia ser mais grave a situação política e social no Brasil. Os dezenas de milhares de mortos, trazendo medo, sofrimento e dor, concorrem com o indecente acúmulo de privilégio pelos banqueiros, que já receberam R$ 1,2 trilhão do governo, em razão da pandemia. Mas não emprestam aos pequenos e médios empresários, não emprestam ao cidadão comum, apenas utilizam este dinheiro para ganhar ainda mais dinheiro, pois são remunerados pelo Banco Central pelas sobras de caixa que possuem.

 

Ante esta dinheirama toda, assistimos estarrecidos brasileiros morrerem por falta de UTIs, de respiradores, de médicos, de ambulância, de hospitais. Um verdadeiro crime contra a população.  O Ministério da Saúde, ainda sem ministro definido, prometeu R$ 29 bilhões para estados e municípios, mas só repassou R$ 8 bi até agora. O número gigantesco de mortos é, portanto, uma morte planejada, e o responsável por ela é o governo Bolsonaro.

 

Ao lado disso, Bolsonaro se enfrenta com o Judiciário porque quer proteger sua família de investigações sobre irregularidades cometidas. Coloca-se acima das leis. E ameaça. Mas já está buscando negociatas de cargos com o Centrão, para ter uma bancada de parlamentares que lhe proteja de um impeachment. Toda esta manobra implica no uso de verbas públicas para a compra de apoio político. Enquanto a saúde está em colapso.

 

Os prognósticos são os piores para a evolução da Pandemia no Brasil, o que exige que as forças democráticas, progressistas, responsáveis, patriotas, se unam. Para defender a democracia ameaçada e para pressionar que o governo repasse os recursos para a saúde, para que contrate profissionais, para que chame de volta os médicos cubanos, que sabem ir onde for preciso para salvar vidas. E também para que o Brasil, como membro do BRICS, peça ajuda emergencial a dois de seus membros, Rússia e China, que ajudaram com especialistas no controle da pandemia de países com a Itália. Sem pedir ajuda, o número de mortos aqui poderá explodir. Mas ainda é tempo de mudar os rumos e tomar providências firmes e inadiáveis.

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