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Editorial – O povo a caminho do matadouro

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As medidas de retomada das atividades econômicas nas cidades, sem regras, sem protocolos, estão levando o povo para o matadouro. São raros os governantes das cidades que dedicam o mínimo de atenção à necessária proteção das vidas dos seus cidadãos, em função da gravidade da pandemia do coronavírus.

 

Lojas instaladas nos “shoppings”, como no Rio de Janeiro, definiram protocolos de segurança e limitação de horário de abertura. Mas isso é insuficiente na medida que a maioria dos trabalhadores nessas lojas e nos “shoppings” utilizam o sistema de transporte público – ônibus, trens e metrôs -, cujas autoridades não definiram regras para as pessoas aguardarem os veículos, nos pontos de parada e nas estações, de modo a evitar a propagação do coronavírus. Mais que isso, não definiram regras para a quantidade de passageiros, distanciamento necessário, detecção de pessoas com potencial de contaminação, obrigatoriedade e forma adequada de utilização de máscaras, entre outras regras necessárias.

 

Não há dúvida de que a forma como está ocorrendo, nas capitais e grandes cidades, está-se levando o povo para o matadouro. O povo pobre, diga-se! Aqueles que podem se deslocar utilizando seu próprio carro, táxis ou os Ubers e 99 da vida, ainda têm maior garantia de segurança em relação à segurança durante os seus deslocamentos. Mas também essas pessoas ficam seriamente expostas, na medida que estarão misturadas, em seus escritórios, nas lojas e nos “shoppings”, com aquelas que não têm essas possibilidades de deslocamento mais seguras.

 

Em algumas cidades da Europa, mesmo com regras bem mais rígidas, está ocorrendo, com frequência, o abre e fecha das condições de isolamento social, por causa da aceleração do contágio que ocorre cada vez que as pessoas são autorizadas a sair de casa para ir à escola, ao trabalho, às compras.

 

No Brasil, infelizmente, teremos o mesmo quadro, agravado pela quase total ausência de definição de regras por prefeituras e governos de estado, e pela total irresponsabilidade do governo Bolsonaro em lidar com essa situação de pandemia. O governo federal não só não ajuda como atrapalha, criando crises, diariamente, com o Congresso Nacional, com o Supremo Tribunal Federal e com a imprensa.

 

E quando perguntamos “o que o Brasil fez para merecer esse desgoverno?”

 

A resposta é simples: uma frágil minoria votou nesse incompetente e irresponsável, com vocação genocida, chamado Jair Bolsonaro!

 

É urgente retirá-lo do posto e para isso é fundamental a consolidação das frentes políticas e sociais, para conseguir a força necessária para atingir esse objetivo.

 

Fora Bolsonaro!

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