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Editorial – O alerta de Manaus: como chegamos a isso?

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Os desafios da área da Saúde podem ser mais complexos do que imagina nossa vã filosofia

 

A maneira como o Brasil vem enfrentando a recente epidemia do novo coronavírus está demonstrando os elevados riscos da “politização” de uma questão sanitária que está a pedir, ou a cobrar, e muito, da inteligência e da capacidade de ação – e unidade – das nossas autoridades sanitárias, dos nossos cientistas e dos profissionais de saúde.

 

O País está sendo agredido, externamente, por problemas sanitários nunca dantes imaginados, e, internamente, com um nível de desagregação entre as instituições, naturalmente, responsáveis pelo seu enfrentamento, e, portanto, “condenadas ao entendimento”, assim, possibilitando o desenvolvimento de ações estrategicamente coordenadas. Pagando um elevado e inaceitável preço em vidas humanas e em assistência precária e ineficaz por causa da ausência do mínimo de coordenação interinstitucional.

 

Longe de se fazer acusações e de apontar “culpados” pela situação a que chegamos – e Manaus é um gritante exemplo, se analisarmos pela ótica dos pacientes e de suas urgentes e inadiáveis necessidades assistenciais –, há que se buscar o necessário e o irrecusável entendimento, bem como a coordenação entre os responsáveis diretos pelas ações do enfrentamento, nomeadamente as autoridades sanitárias dos níveis federal, estadual e municipal; instituições científicas e entidades representativas da área da Saúde, tendo como objetivo essencial a elaboração urgente de um plano de vacinação, claramente, exequível e das ações assistenciais necessárias ao pleno atendimento dos pacientes que, por infortúnio, contraíram o Covid-19.

 

Foto: Psol

 

Geniberto Paiva Campos é médico e conselheiro do Jornal Brasil Popular
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