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Editorial | Não há anistia para criminosos do caos

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Um dia depois do espetáculo violento e criminoso, protagonizado pelos bolsonaristas, que, no último domingo, 8, depredaram o Palácio do Planalto, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional, a imagem da segunda-feira, 9, de uma marcha com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, todos os governadores, a maioria dos prefeitos e as autoridades dos poderes Judiciário, Legislativo e Executivo foi a mostra indiscutível da unidade nacional que se formou contra a barbárie e em defesa da democracia.

 

Comandada por Lula, a marcha ao STF, sem precedentes na história recente do Brasil, deixa nítido o repúdio nacional à ação terrorista de cerca de 400 pessoas que invadiram os prédios dos Podres Constituídos e destruíram seus símbolos e seus patrimônios, causando sérios prejuízos à Nação. O bolsonarismo atraiu para si o que nem mesmo o processo eleitoral havia revelado: a ojeriza, a antipatia, a repulsão nacional.

 

Financiados por empresários apoiadores do ex-presidente da República derrotado nas urnas, os depredadores do patrimônio público tentaram desmoralizar a Praça dos Três Poderes, local que acolhe os três prédios que simbolizam o Estado democrático de direito, e, numa demonstração total de desprezo à história, à  soberania, à nacionalidade, à subjetividade e à  identidade brasileira, quebraram tudo o que viram pela frente: destruíram registros históricos que jamais serão recuperados.

 

Juntamente com lideranças políticas e empresariais, os criminosos e destruidores do patrimônio transformaram a Praça dos Três Poderes, em praça de guerra, imitando a encenação fascista de Donald Trump no Capitólio dos Estados Unidos da América (EUA). O perdedor da eleição de 2020, nos EUA, incitou os ataques ao Capitólio na tentativa de aplicar um golpe de Estado contra o vencedor do pleito, Joe Biden.

 

Imitação barata dos episódios ocorridos há 2 anos, nos EUA, a ação bizarra dos criminosos mostrou a aversão que uma parcela do empresariado brasileiro nutre pela democracia. No domingo, o que se viu na capital federal do País foi uma “reunião” de capangas e jagunços destruindo o que pertence a toda a Nação, semelhante às nuvens de gafanhotos quando atacam plantações agrícolas e não deixam nada que se aproveite da plantação.

 

Para espanto geral, a legião de jagunços, que avançaram sobre prédios públicos, não encontrou qualquer resistência policial. Ao contrário, receberam apoios explícitos de policiais militares, como mostram imagens dos próprios invasores. A conivência policial revelou que setores da segurança, especialmente, policiais militares, não têm o menor apreço pela coisa pública, muito menos respeito pela democracia.

 

O ataque aos prédios dos Três Poderes tem financiadores e responsáveis diretos. O principal deles é o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que fugiu do Brasil sem reconhecer sua derrota, e seus seguidores endinheirados ou não, que tentaram colocar de cócoras a democracia brasileira, conquistada a sangue e luta, após uma ditadura militar sanguinária, raivosa, sombria, entreguista, assassina e derrotada.

 

A ação fascista, que constitui grave crime contra o Estado democrático de direito, a Constituição e os Três Poderes, revelou o objetivo nefasto dos bolsonaristas de tornar o Brasil um pedaço de terra sem dono, sem lei, sem dignidade, sem identidade e o desejo de apagar a história desta Nação soberana, capaz de destituir, civilizadamente, por meio de uma eleição direta, um bando de golpistas liberais, escravagistas e ultrapassados que insistem em se perpetuar no poder para implantar no País suas deturpações e desvios de caráter, e que contam com um comboio de criminosos que tentam se apoderar das riquezas do Brasil.

 

Aliada a uma série de notas de repúdio, publicadas por entidades de todas as linhas de pensamento e por estadistas do mundo inteiro, a marcha parece demonstrar que tanto os eleitores de Lula quanto os de Bolsonaro desaprovam o bolsonarismo, ou seja, o terrorismo neoliberal de Estado. A unanimidade em apoio à democracia ensina que não há mais como se falar em polarização, e, sim, em unidade nacional.

 

Os destruidores do patrimônio público também tentaram intimidar o comandante do atual governo, mas se deram mal. Eles queriam deslegitimar o que as urnas revelaram no dia 30 de outubro de 2022: que o brasileiro não quer o fascismo, e sim, a democracia.

 

Fora do Brasil, os atos terroristas também tiveram repercussão negativa. Presidentes de vários países declararam apoio a Lula e condenaram com veemência a barbárie contra os poderes públicos brasileiros. O governo dos EUA classificou o ocorrido como “ultrajante”. O presidente norte-americano, Joe Biden, vítima do mesmo tipo de ataque há 2 anos, ligou para o presidente Lula e declarou apoio total a ele e a seu governo.

 

O apoio internacional à democracia brasileira veio de grandes jornais mundiais, que estamparam os ataques dos criminosos em suas manchetes e emitiram, em editoriais, total repúdio à ação dos bolsonaristas autoritários e antidemocráticos.

 

O Jornal Brasil Popular (JBP) se une a todas as lideranças e mídias – nacionais e mundiais – que, desde o último domingo, manifestam-se contra as ações violentas, ultrajantes, antidemocráticas, bárbaras e inaceitáveis desses terroristas  contra o Brasil e seus poderes.

 

Saudamos a firme atitude do presidente Lula de baixar um decreto com intervenção de 30 dias na Segurança Pública do DF e o gesto da Câmara dos Deputados e do Senado Federal por aprová-lo por maioria total, quase unanimidade, bem como as determinações do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, de afastar o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), por negligência e má-gestão da crise, além da prisão e exoneração de agentes públicos, como o ex-ministro e ex-secretário de Segurança Pública do DF, Anderson Torres.

 

Saudamos os 464 deputados federais que, em tempo recorde, aprovaram o decreto da intervenção na segurança pública do DF, o Senado que deu legitimidade ao decreto e o promulgou nesta terça-feira (10). E, ainda, saudamos as demais autoridades que, no uso da lei, estão pondo ordem no País.

 

Defendemos a investigação, a identificação e a punição exemplar de cada pessoa que se envolveu nesses crimes, quer sejam aquelas que divulgaram as ações em suas redes sociais, quer sejam os que participaram diretamente dos atos criminosos, quer sejam os que financiaram a barbárie e os ataques bizarros aos poderes. Aos que furtaram e destruíram obras, relíquias, documentos, máquinas, portas e móveis, e que, pasmem, até defecaram sobre objetos públicos, não cabe o perdão nem a anistia.  Aos criminosos do caos, aos usurpadores do patrimônio público e aos inimigos da democracia só cabe o rigor da lei!

 

Foto da capa: Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, governadores e autoridades, cruzam a Praça dos Três Poderes, para visitar as instalações da sede do Supremo Tribunal Federal (STF), um dia após os atos terroristas que depredaram a sede do tribunal – Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil.




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