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Editorial – Incrível! O presidente insiste no papel de bobalhão

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Há duas semanas, alertávamos para o desastre que poderia ocorrer no país, caso o presidente Bolsonaro, ao invés de agir como chefe de governo, continuasse agindo como um bobalhão. Por incrível que pareça, tudo indica que o presidente não desiste do seu ridículo e irresponsável papel. Alguns exemplos disso são ações e falas tais como: “Tá com medinho de pegar vírus? Tá de brincadeira!”. “O vírus é uma coisa que 60% vai ter ou 70%. Não vai fugir disso”; “Pelo meu histórico de atleta, caso fosse contaminado pelo vírus, não precisaria me preocupar, nada sentiria ou seria acometido, quando muito, de uma gripezinha ou resfriadinho”.

 

Fala essas bobagens e desce o cacete nos governadores e prefeitos que se esforçam para levar suas funções com a responsabilidade que o cargo exige, ao mesmo tempo que chama irresponsavelmente o povo para as ruas.

 

Enquanto os líderes máximos de mais de cem países levam a pandemia do coronavírus à sério, impondo medidas duras de isolamento social e destinando muito dinheiro para pobres e pequenos e médios empresários, Bolsonaro continua fazendo papel de bobo, minimizando a situação, desprezando o conhecimento e a ciência médica, com frases ao vento e pouca ação efetiva. Se dependesse dele, não haveria medida restritiva e muito menos dinheiro para os atingidos pela pandemia.

 

A sorte é que todos os governadores e prefeitos estão fazendo o “dever de casa”, recomendado pela Organização Mundial de Saúde. Igualmente, o Congresso Nacional e o STF continuam jogando duro para evitar que a propagação do vírus se acelere, saia do controle, e acarrete o congestionamento da rede de saúde, pública e privada, gerando caos e comoção social.

 

Enquanto o presidente tenta acabar com a política de isolamento social imposta pela grande maioria dos governadores, o STF vai consolidando a interpretação de que é sim atribuição de governadores e prefeitos decidir quando e como implantar as medidas restritivas, e decidir quando e como afrouxá-las, sempre considerando as condições de atendimento da rede de saúde, que é municipal e estadual.

 

Pode ser também que Bolsonaro não seja nada bobo, mas esteja apostando fortemente no caos social, para adquirir poderes ditatoriais.

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