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Editorial | Campanha de Lula mostra ao mundo a necessidade de união em defesa da democracia

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A 12 dias das eleições, o candidato da federação Brasil da Esperança, Luiz Inácio Lula da Silva, se encontrou com representantes da alta cúpula do governo estadunidense na Embaixada dos Estados Unidos da América (EUA), indicando um sinal sobre os resultados das urnas. Numa espécie de “papo reto”, os EUA dão mostras de que estão interessados em se encontrar com o próximo Presidente da República já desenhado pelas pesquisas eleitorais.

 

 

No mesmo dia, como a sinalizar que há algo está convergindo a caminho da vitória de Lula, logo no primeiro turno, militantes da esquerda latino-americana, preocupados com a conjuntura brasileira, publicaram uma “Carta Aberta a Ciro Gomes”, o candidato do PDT, partido do saudoso Leonel Brizola, pedindo que o ex-ministro de Lula se junte às forças progressistas para derrotar o mal que se anuncia.

 

 

Os signatários latino-americanos afirmam que ao debilitar o processo de “candidatura unitária de Lula”, dispersando as forças que se opõem ao fascismo, Ciro está a permitir a perpetuação no poder, “de um homem que exaltava a figura do canalha que torturou Dilma Rousseff”. Ressaltam que as eleições de 2 de outubro não serão entre Lula e Bolsonaro, mas, fundamentalmente, entre o fascismo e a democracia.

 

 

Vale destacar que, um dia antes destes dois fatos políticos internacionais relevantes, Lula se reuniu com oito lideranças políticas que foram candidatos à Presidência da República, nas eleições realizadas nas três últimas décadas no Brasil, para consolidar uma frente ampla de apoio a sua candidatura, avaliada por especialistas da política como a única capaz de pôr fim à ameaça de uma ditadura sanguinária e, sobretudo, enterrar o projeto neofascista e neocolonial em andamento no País pelas mãos do atual presidente, Jair Bolsonaro (PL).

 

 

Ressaltando suas diferenças, estiveram com Lula Geraldo Alckmin (PSB), Fernando Haddad (PT), Marina Silva (REDE), Guilherme Boulos (PSOL), Cristovam Buarque (Cidadania), Luciana Genro (PSOL), João Goulart Filho (PCdoB) e Henrique Meirelles (União Brasil), ex-ministro do seu governo.

 

 

Mesmo com ideias diferenciadas e propostas distintas, todos eles manifestaram seu apoio a Lula e falaram, claramente, em defesa do Estado democrático de direito, das liberdades e garantias constitucionais, da integridade dos Poderes da República e da necessidade urgente de eleger Lula para retirar do Poder Central do país, o representante do fascismo, este mal que amedronta quem sabe o que significa a privação das liberdades e a perda dos direitos individuais e coletivos e até mesmo da vida.

 

 

Candidato a vice-presidente, Geraldo Alckmin, o primeiro a falar, destacou que todos os presentes foram candidatos “em momentos diferentes” e com “projetos diferentes para o Brasil”, mas que sempre tiveram algo em comum: o respeito à democracia e ao povo brasileiro. “É o que nos une neste momento singular e triste da história do Brasil”, sentenciou.

 

 

Assertiva, a ex-deputada federal Luciana Genro disse que a amplitude das forças políticas reunidas com Lula, naquele dia, demonstrava a gravidade do momento que o Brasil vive. “Nós compomos aqui, neste momento, uma frente antifascista. Essa é a melhor definição para o que estamos fazendo aqui hoje. O projeto representado por Bolsonaro (…) é um projeto fascista, racista, misógino, LGBTQIAfóbico, discriminatório e violento. O projeto que quer eliminar os seus adversários, que são considerados inimigos de morte”.

 

 

O fascismo conceituado por Luciana Genro, e que caracteriza o atual governo, já se manifestava na campanha política de 2018, com sinais autoritários, sobretudo, ao se associar com o que há de pior na ultradireita norte-americana. Mas, foi ignorado por personalidades importantes, lideranças políticas do campo progressista e pela mídia tradicional brasileira. Hoje, o cenário é assustador e a imagem dos oito políticos no encontro histórico mostra que a defesa da democracia brasileira se faz urgente e pede atitudes, gestos nobres, humildade e união.

 

 

Estas ações se expressaram na posição da ex-presidenciável Marina Silva que classificou o momento desse encontro como uma “reconciliação do Brasil consigo mesmo”. Ela lembrou que “existem momentos na história em que a gente percebe que há algo muito forte em jogo, que é a banalização do mal”.

 

 

Coube ao líder do MTST, Guilherme Boulos, destacar o caráter histórico do encontro que “vai ser lembrado mais a diante como um momento histórico”. Boulos recordou que, há quase 40 anos, o Brasil reuniu forças completamente diferentes da vida política brasileira exigindo eleições diretas para derrubar uma ditadura militar. “Hoje vimos, novamente, forças diversas do campo democrático, (…) se unindo justamente para preservar essa democracia conquistada no País”.

 

 

O momento histórico também trouxe à cena, o filho do ex-presidente João Goulart, João Vicente Goulart, que destacou a necessidade de união dos democratas para evitar uma nova ditadura. “O Brasil hoje precisa que a esperança desse povo seja realizada de forma ampla e absoluta. E que possamos extrair da cabeça de tantos brasileiros o ódio que se estendeu sobre a nação”. Este ódio produzido pelo fascismo de Bolsonaro deve, na visão do educador Cristovam Buarque, ex-ministro da Educação do governo Lula, precisa ser barrado, assim, como “o risco, a tragédia, o assombro da reeleição do atual presidente da República”.

 

 

Sucessor de Lula na chapa do PT nas eleições de 2018 e atual candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad acentuou que as diferenças daquele grupo de ex-presidenciáveis “são justamente os fatores responsáveis pela formação de consensos”, porque “do lado oposto, o que existe é o autoritarismo, que quer anular as nossas diferenças”.

 

 

Henrique Meirelles, que foi presidente do Banco Central na gestão de Lula, direcionou sua fala para a economia, destacando seu interesse por emprego e renda para a população. “Eu olho e vejo o resultado do seu (de Lula) governo e isso nos faz estar aqui”.

 

 

Os sinais de que a democracia pede socorro e que a união em sua defesa se revela impositiva no apoio à candidatura do ex-presidente Lula, neste momento, são percebidos até mesmo por expoentes da social-democracia brasileira. Para encerrar o pleito no primeiro turno, ontem, 21 de setembro, ex-ministros do governo de Fernando Henrique Cardoso, Miguel Reale Júnior – um dos autores do pedido de impeachment de Dilma Rousseff – e José Gregori declararam apoio a Lula contra a reeleição de Bolsonaro. Dirigentes do PSDB em Goiás também decidiram apoiar o candidato do PT para derrotar o fascismo.

 

 

Estudiosos e analistas políticos e econômicos de todo o mundo também indicam como saída para o Brasil uma grande corrente ao redor do candidato petista para vencer o fascismo logo no primeiro turno. Um exemplo disso é que, horas depois do encontro de Lula com os ex-candidatos, o professor de Ciência Política da Universidade de Harvard Steven Levitsky disse, em entrevista ao programa Roda Viva, que é um risco levar as eleições brasileiras para o segundo turno. Levitsky foi claro em afirmar que Bolsonaro vai tentar minar a legitimidade do processo eleitoral e aconselhou: “Não devemos desperdiçar os votos. Bolsonaro deve sofrer uma arrasadora derrota de forma que não pode questionar a eleição e nem deixar a consolidação de um autoritário”.

 

 

Vários sinais mostram que o encontro de 19 de setembro de 2022 vai ficar nos anais da história brasileira como o dia em que importante parcela do campo progressista se uniu para defender a democracia e, desta forma, deverá imprimir na história mundial, o marco geral de defesa contra o fascismo.

 

 

É lamentável a ausência do PDT no encontro em que mesmo com ideias diferenciadas e propostas distintas, lideranças políticas se unem para defender o Brasil, neste momento trágico da vida política do País. Exalte-se, porém, a coragem de lideranças históricas do PDT que, enxergando o horizonte, romperam com a candidatura de Ciro Gomes, se afastaram do partido e declararam apoio a Lula. Estes fizeram valer a trajetória histórica do PDT, que foi construída com foco na luta pela democracia e na defesa do trabalhismo.

 

 

Mas, ainda há tempo de a direção do PDT e o restante de sua militância se juntarem aos democratas que estão com Lula, e contribuírem com a luta para salvar o Brasil do abismo do fascismo. As portas estão abertas e Lula deixou isso bem claro, ao afirmar que o encontro simbolizou “a vontade que as pessoas têm de recuperar a democracia no nosso país”. Lula disse que a democracia não é “um pacto de silêncio”, mas sim, a sociedade em movimento. É urgente e necessário fazer crescer uma onda forte pela união ampla em defesa da jovem e ultrajada democracia brasileira. É isso o que a campanha de Lula mostra ao mundo.

 




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