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Economia do Brasil será a 3ª pior do mundo em 2022

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ONU: é hora de reduzir a desigualdade

 

 

Depois de expandir 5,5% em 2021, a produção global deverá crescer apenas 4% em 2022 e 3,5% em 2023, de acordo com a Situação Econômica Global e Perspectivas das Nações Unidas (WESP) 2022, divulgada nesta quinta-feira.

 

 

O relatório diz que a recuperação econômica global está enfrentando ventos contrários significativos em meio a novas ondas de infecções por Covid-19, desafios persistentes do mercado de trabalho, desafios persistentes da cadeia de suprimentos e crescentes pressões inflacionárias.

 

 

Os dados da ONU apontam que, entre as mais de 170 economias analisadas, o Brasil terá o terceiro pior desempenho, com alta de 0,5%, à frente somente de Guiné Equatorial e Mianmar. O Monitor Mercantil mostrou ontem que o PIB brasileiro terá a menor alta na América Latina.

 

 

A recuperação em 2021 marcou a maior taxa de crescimento em mais de quatro décadas, destacou o relatório. No entanto, o impulso – especialmente na China, Estados Unidos e União Europeia – desacelerou consideravelmente até o final de 2021, à medida que os efeitos dos estímulos monetários e fiscais começaram a diminuir e surgiram grandes interrupções na cadeia de suprimentos. As crescentes pressões inflacionárias em muitas economias estão representando riscos adicionais para a recuperação.

 

 

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, destacou que “agora é a hora de fechar as lacunas de desigualdade dentro e entre os países. Se trabalharmos em solidariedade, como uma família humana, podemos fazer de 2022 um verdadeiro ano de recuperação para pessoas e economias”.

 

 

Prevê-se que os níveis de emprego permaneçam bem abaixo dos níveis anteriores à pandemia durante os próximos dois anos e possivelmente além. A participação da força de trabalho nos Estados Unidos e na Europa permanece em níveis historicamente baixos, já que muitos que perderam empregos ou deixaram o mercado de trabalho durante a pandemia ainda não retornaram, segundo o relatório.

 

 

A escassez de mão de obra nas economias desenvolvidas está aumentando os desafios da cadeia de suprimentos e as pressões inflacionárias. Ao mesmo tempo, o crescimento do emprego nos países em desenvolvimento continua fraco, em meio ao menor progresso da vacinação e gastos limitados de estímulo. A África, a América Latina e o Caribe e a Ásia Ocidental devem ter uma lenta recuperação de empregos.

 

 

O relatório disse que níveis mais altos de desigualdade dentro e entre países estão surgindo como uma cicatriz de longo prazo da pandemia. Nos próximos anos, uma recuperação total do PIB per capita permanecerá ilusória para muitos países em desenvolvimento. A África e a América Latina e o Caribe devem apresentar diferenças de 5,5 e 4,2 pontos percentuais, respectivamente, em comparação com as projeções pré-pandemia.

 

 

Essas lacunas persistentes do produto exacerbarão a pobreza e a desigualdade e impedirão o progresso em alcançar o desenvolvimento sustentável e combater as mudanças climáticas. Em contraste, o PIB per capita das economias desenvolvidas, em relação às projeções pré-pandemia, deverá se recuperar quase totalmente até 2023.

 

 

Do Monitor Mercantil com Agência Xinhua

Foto da capa/legenda: Fila de emprego (Foto: Rovena Rosa/ABr)



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