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Economia circular e logística reversa: onde ficam catadores e recicladores tradicionais?

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Sem economia circular teremos a prática insustentável no mundo, com aumento de danos à natureza e seu exaurimento, com despotencialização da própria economia.

 

O sistema de economia circular agregou diversos conceitos, alguns reais e viáveis e certos modismos também.

 

A realidade exige ousadia e luta.

 

Economia circular é um conceito que se assenta na redução, reutilização, recuperação e reciclagem de materiais e energia.

 

A logística reversa é uma ferramenta que pode ajudar na vida útil dos recursos. A logística reversa é um dos instrumentos para aplicação da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, portanto parte da economia circular.

 

E como ficam os catadores, carrinheiros, galpões de reciclagem que formam uma cadeia de vida para quem a pratica e ajuda na preservação ambiental?

 

No Plano Nacional de Resíduos Sólidos, longe de ser aplicado de fato, transcorrido tanto tempo da exigência de entrar em vigor, diz que “a logística reversa é  um  instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada.”.

 

Sem dúvida que é uma forma de desenvolvimento melhor, mas é necessário apontar como as pessoas, os seres humanos, entes de direitos, tem sua dignidade e vida preservadas.

 

Os governos locais, em especial, devem buscar formas de ajudar na preparação destas pessoas para esta nova fase, não sendo mais uma vez “elementos descartáveis”.

 

Como estes já tem uma experiência real e concreta, os gestores poderiam buscar, com a iniciativa privada, com os produtores de resíduos, uma nova formação para este novo ciclo, ocupando postos de trabalho em empresas e instituições que se utilizam destes novos mecanismos.

 

Como também continuar nesta labuta sem a hiperexploracao atual até o ciclo ser cem por cento ou próximo dele.

 

Caso contrário, teremos avanços de um lado e uma tremenda exclusão social, de outro, tão comum ao capitalismo cada vez mais selvagem.

 

Adeli Sell é vereador em Porto Alegre

 

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