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É preciso consolidar os campos progressistas no Espírito Santo

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Nas eleições municipais de 2020, no Espírito Santo, o resultado pode ser sem muitas surpresas no que diz respeito aos vencedores e vencidos.

 

Isso ocorre ainda pelos efeitos do crescimento bolsonarista, onde um estado sendo altamente conservador e com todos os resquícios de uma elite dominante que ainda impera em todo o estado. Sempre foi muito difícil romper com esse conservadorismo eleitoral, mesmo quando dos governos áureos do PT no país. No governo Bolsonaro se fortaleceu.

 

Dito isto, na região metropolitana, em alguns momentos políticos, ocorreram eleições de governos municipais mais à esquerda e principalmente com eleição de petistas.

 

Particularmente, na capital Vitória, já tivemos governos petistas como Vitor Buais, em 1988, que se elegeu governador do estado em 1994, e de João Coser, eleito em 2004 e reeleito em 2008.

 

Agora, os partidos e setores da esquerda terão neste pleito muitas dificuldades em saírem vitoriosos no Espírito Santo, quer seja na região dos grandes centros ou do interior.  Aliás, no Município de Baixo Guandu, com o atual prefeito Neto Barros do PCdoB, bem avaliado em dois mandatos, tem dificuldades de eleger seu sucessor. Diante disso, quase certo que no interior não  teremos êxitos nas candidaturas majoritárias, por outro lado, mesmo num cenário  muito adverso,  podemos ter um crescimento significativo nas eleições  proporcionais, que de certa forma, não  pode ser desprestigiado esse crescimento, o que pode ser muito importante nas futuras eleições,  principalmente na presidencial de 2022.

 

Vale destacar o crescimento de candidaturas de mulheres dos partidos de esquerda, tanto nas majoritárias quanto nas proporcionais. Portanto, dentro de uma análise aparentemente negativa para o campo da esquerda, é possível destacar que, contrariando essa análise, é possível bons resultados na região metropolitana, principalmente na capital Vitória, com a candidatura de João Coser e Cariacica, com Célia Tavares, ambos do PT.

 

Célia Tavares tem o apoio principal e cabo eleitoral do atual deputado federal, Hélder Salomão, que já foi prefeito por dois mandatos no município e sempre foi bem avaliado nos mandatos e com grande aceitação eleitoral.

 

Evidente que não é fácil transferência de votos, principalmente numa conjuntura onde a esquerda sofre grandes ataques e por isso conta com estrelas individuais, mas é possível que a candidata quebre essa resistência e consiga ir para o segundo turno.

 

Na capital Vitória, a candidatura do ex-prefeito, João Coser, traz uma forte unidade interna do Partido e outros setores da sociedade organizada, movimentos sociais e sindicais. Aqui vale um destaque, o movimento sindical prioriza esse apoio e aposta em João Coser e na vice, Jackeline Rocha, a dobradinha de mudar os rumos da política no estado. Também, com forte influência do funcionalismo e das camadas periféricas do município. Isso só e possível pelo legado deixado nas administrações, avaliadas como progressistas e que atendeu todo o coletivo da sociedade.

 

Nesse primeiro turno toca uma campanha leve e alegre, resgatando as campanhas esquerdistas do passado, deixando de lado o revanchismo e tocando uma campanha com grande possibilidade de ir para o segundo turno, apontado com boa margem nas pesquisas eleitorais.

 

Evidente que no segundo turno ocorre outra eleição, mas João Coser pode ser eleito e ser o líder responsável em consolidar os campos progressistas do estado para as eleições presidenciais e derrotar a extrema direita.

 

Nildo Mendonça é diretor financeiro e administrativo da CUT-ES
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