Publicidade

Duas maiorias

  • em



No Brasil, o povo negro compõe simultaneamente duas maiorias: a maioria demográfica e a maioria dos mais pobres, miseráveis e socialmente excluídos.
A maioria demográfica nunca foi aceita como parte da cidadania brasileira pela minoria branca dominante. Por isso que é rejeitada, discriminada, escondida, negada e socialmente excluída.
A partir dessa maioria dos excluídos da cidadania, o povo e a juventude negra compõem outras maiorias: dos que estão na base da pirâmide social; dos que vivem com fome; das vítimas do genocídio e da violência policial; dos encarcerados; dos sem-terra; dos sem-teto; dos que estão de fora do sistema educacional e podemos continuar citando muitas outras “maiorias” desse Brasil racista, machista e de miséria social.
O mito da Abolição, alimentado por muito tempo pela ideologia racista da “democracia social”, já foi derrubado pela resistência contínua e crescente do movimento negro e sobretudo no período dos governos de Lula e de Dilma, quando o combate ao racismo e defesa à igualdade racial eram políticas públicas.
Agora vemos um presidente assumidamente racista reincidir no mesmo crime de racismo ao dizer publicamente que os “negros são pesados em arrobas”, o que os compara a animais, como se fazia no período histórico em que eram escravizados.
O deputado Paulo Teixeira, do PT, já entrou com representação criminal contra Bolsonaro e a deputada Benedita da Silva, símbolo da luta contra o racismo, disse que Bolsonaro se “beneficia da impunidade nos crimes de racismo”.
As elites dominantes do Brasil sabem muito bem neutralizar qualquer conquista popular (e a criminalização do racismo é uma das principais conquistas) por meio da impunidade judicial de seus crimes.
Qualquer lei aprovada com muita luta e pressão popular é simplesmente ignorada ou descumprida por seus governos, empresários e outros membros dessa classe-casta dominante. Por isso vemos a mídia corporativa neutralizar o crime racial de Bolsonaro como se fosse algo “nada demais”.
A elite econômica e política e grande parte das classes médias do Brasil são causa e efeito do racismo estrutural e institucional predominantes. A única diferença nesse meio é que o racismo dos setores conservadores não é assumido publicamente e vem encoberto com a hipocrisia da “democracia racial”.
Já o racismo fascista é assumido com orgulho, pois todo fascista, como Bolsonaro e seus seguidores, tenta compensar a sua diminuta dimensão humana, pouco além das funções fisiológicas, com a ideologia racista da “supremacia branca”, marca registrada da extrema-direita norte-americana e que já teve a sua versão mais brutal na tragédia humana da “supremacia ariana” do nazismo.
(*) Por Val Carvalho, escritor e militante de esquerda
(no passado e … no presente!)



SEJA UM AMIGO DO JORNAL BRASIL POPULAR

 

Jornal Brasil Popular apresenta fatos e acontecimentos da conjuntura brasileira a partir de uma visão baseada nos princípios éticos humanitários, defende as conquistas populares, a democracia, a justiça social, a soberania, o Estado nacional desenvolvido, proprietário de suas riquezas e distribuição de renda a sua população. Busca divulgar a notícia verdadeira, que fortalece a consciência nacional em torno de um projeto de nação independente e soberana.  Você pode nos ajudar aqui:

 

• Banco do Brasil
Agência: 2901-7
Conta corrente: 41129-9

• BRB

 

Agência: 105
Conta corrente: 105-031566-6 e pelo

• PIX: 23.147.573.0001-48
Associação do Jornal Brasil Popular – CNPJ 23147573.0001-48

 

E pode seguir, curtir e compartilhar nossas redes aqui:

📷 https://www.instagram.com/jornalbrasilpopular/

🎞️ https://youtube.com/channel/UCc1mRmPhp-4zKKHEZlgrzMg

📱 https://www.facebook.com/jbrasilpopular/

💻 https://www.brasilpopular.com/

📰🇧🇷BRASIL POPULAR, um jornal que abraça grandes causas! Do tamanho do Brasil e do nosso povo!

🔊 💻📱Ajude a propagar as notícias certas => JORNAL BRASIL POPULAR 📰🇧🇷

Precisamos do seu apoio para seguir adiante com o debate de ideias, clique aqui e contribua.

 

  • Compartilhe

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *