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Divisão sexual do trabalho também atinge espaços de poder

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Você já deve ter observado, entre as pessoas com quem convive, que mais mulheres hoje assumem as contas da casa, sozinhas ou até mesmo em casal.

 

Segundo dados do Ipea (Instituto de Pesquisa e Economia Aplicada), no ano de 1995 apenas 25% dos lares brasileiros eram sustentados por mulheres; em 2018 esse número saltou para 45%, quase metade das famílias.

 

Apesar de ocuparem o mercado de trabalho, acumulando atividades profissionais com cuidados dos filhos, pais idosos e familiares doentes e a responsabilidade pelas tarefas domésticas, as mulheres ainda são minoria nos cargos de direção, em empresas e no serviço público. E quando ocupam esses cargos, em geral os salários são menores.

 

No setor público, mulheres representam 55% do funcionalismo (federal, estadual e municipal); na iniciativa privada são 50%, de acordo com IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

 

É fato que o concurso público garante que mulheres e homens ingressem para o serviço público com igualdade de condições no que diz respeito ao processo de seleção. Mas depois disso a divisão sexual do trabalho volta a ser uma barreira.

 

Segundo a Enap (Escola Nacional de Administração Pública), mulheres são minoria nos cargos de direção no setor público. Mulheres representam 46% dos cargos de alto escalão no Poder Executivo, apenas 9% no Judiciário e míseros 2% no Legislativo.

 

Como o concurso público corre risco de ser extinto no atual governo, com propostas de aumentar os cargos de indicação, esse quadro pode mudar nos próximos anos.

 

Apesar das diversas políticas para o enfrentamento da desigualdade de gênero que aconteceram durante os governos Lula e Dilma, atualmente o maior desafio é manter as conquistas históricas e direitos. Defender os serviços públicos é fundamental para a promoção da igualdade de gênero.

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