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Distrito Federal tem a maior taxa de infectados por Covid-19 do Brasil

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Dados é de janeiro de 2021 e constam da Nota Técnica intitulada “Situação da pandemia de Covid-19 no Brasil e impactos na
campanha
de vacinação”, publicada nesta quarta-feira (20), e elaborada por pesquisadores de várias instituições do País

 

Apesar de haver explosão da pandemia do novo coronavírus em estados como Amazonas, São Paulo, Rio de Janeiro e Pará, um estudo sobre o avanço da pandemia, elaborado por pesquisadores de várias regiões do Brasil e divulgado nessa terça-feira (19), indica que o Distrito Federal é a unidade da Federação com a maior taxa de infectados por Covid-19 no Brasil.

 

O estudo, que utiliza nova metodologia, indica que, em janeiro de 2021, 20% dos moradores do DF teriam sido expostos à Covid-19. Tarcísio Rocha Filho, do Núcleo de Altos Estudos Estratégicos para o Desenvolvimento e do Instituto de Física da Universidade de Brasília (UnB) explicou que a metodologia usada foi modificada para que o resultado fosse mais realista.

 

“Foi a forma de calcular a mortalidade que mudou. Pegamos informações mais precisas”, disse Rocha Filho. Ele explicou que a concentração populacional e o fato de a grande parte dos residentes da capital federal ser urbana facilita a transmissão do vírus e também que isso deve ser o principal fator do maior percentual de exposição à Covid-19.

 

Essa é a oitava nota técnica divulgada pelos sete pesquisadores participantes do grupo de estudo. Eles são da UnB, Universidade Federal de São João Del-Rei (UFSJ), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e Centro Universitário Senai Cimatec.

 

Os resultados nacionais dessa pesquisa começaram a ser divulgados em julho de 2020.  Em novembro, o levantamento apontava que a taxa de infecção da população brasiliense era de 22% e que o DF estava atrás apenas de Roraima, com 23%.

 

No novo estudo, eles constataram que, do início da pandemia até agora, o DF notificou 265.886 contaminações e 4.436 óbitos em decorrência da Covid-19. A média móvel de mortes subiu para 8,7 nessa terça-feira (19/1). Na comparação com o indicador apurado há 14 dias, houve queda de 23,75%, o que mostra redução na quantidade de mortes.

 

O estudo levou em conta o fato de o DF ter, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pouco mais de 3 milhões de habitantes, o percentual apontado pela pesquisa representa cerca de 600 mil cidadãos.

O documento ressalta que as taxas mais recentes de exposição dos estados, embora elevadas, estão longe da imunidade de rebanho. De acordo com a ciência, a imunidade de rebanho só é considerada quando a contaminação atinge mais 60% até 80% da população.

 

“Voltamos a insistir que é impraticável procurar atingir a imunidade de rebanho e inaceitável do ponto de vista ético e humano, pois resultaria numa enorme perda de vidas, com uma demanda de cuidados hospitalares que ultrapassaria em muito a capacidade existente”, indica a nota técnica. O estudo mostra que se o Brasil seguir a tendência observada em outros países, a segunda onda será “mais intensa do que a primeira e, fatalmente, resultará na sobrecarga dos sistemas de saúde, que já demonstram esgotamento e colapsaram”.

 

Afirma que, no Brasil, a pandemia passou por um pico nos meses de julho a setembro, e, posteriormente, apresentando queda no número de casos novos por semana. Constata, ainda, que “a situação no Brasil se deteriorou fortemente no último mês, com uma segunda onda de crescimento de casos. Tal situação decorre não apenas, como vem sendo observado em muitos outros países, de uma sistemática queda dos níveis de isolamento social, mas também da ausência de campanhas de esclarecimento e uma falsa sensação de segurança disseminada na população”.

 

O estudo indica, ainda, que o quadro é, particularmente, preocupante pois a expectativa é a de dificuldades em adotar medidas mais duras de mitigação da pandemia, “como o fechamento de atividades não essenciais, única arma efetiva até termos uma grande parcela da população vacinada, o que ainda levará boa parte deste ano, e, possivelmente, adentando em 2022, para ocorrer”. Diz também que se for mantida a atual situação, uma campanha de vacinação ampla – “que, ao que tudo indica, se estenderá por no mínimo um ano – pode não ocorrer a tempo de evitar um elevado número de casos e mortes”.

 

Clique na imagem abaixo e confira a estudo:

 

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