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Distrital classifica transporte do DF como “um lixo” ao votar contra aumento de repasse milionário às empresas de ônibus

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O deputado distrital Leandro Grass (Rede) fez duras críticas ao governo do DF na sessão de terça-feira (10) por causa do transporte público da capital. Após a quarta paralisação de funcionários da empresa Marechal em dois meses por falta de pagamento, debateu-se durante a sessão o repasse de mais R$ 25 milhões para empresas de transporte que atuam no DF. Para o deputado, aliás, a quantia já repassada é enorme e ainda assim, o transporte é péssimo.

 

Ônibus da empresa Marechal, que enfrenta quarta paralisação de funcionários devido à falta de pagamento de salários

 

Grass foi contrário a esse aumento. Segundo ele, falta transparência na relação entre o governo e as empresas, o que dificulta qualquer controle sobre os gastos. “Voto contrário ao modelo, à lógica, ao método que é absolutamente pouco transparente. É desvirtuado, questionável, não tem como ser avaliado, não tem como ser auditado”, lembrou. “Há um pedido de auditoria do meu mandato para que seja feita uma inspeção profunda no sistema de bilhetagem, na tarifa técnica, nessa metodologia de repasse do governo”, completou.

 

Só em 2020, o Governo do DF já repassou centenas de milhões de Reais às companhias, portanto, esse aditivo não tem cabimento ou justificativa. “Não vou votar favorável porque sou contrário a essa maneira desenfreada que o governo tem utilizado. Foram mais de R$ 380 milhões repassados às empresas de ônibus neste ano para esse transporte continuar um lixo. Transporte do Distrito Federal é um lixo, é uma porcaria. Isso é uma vergonha para a capital da República”, afirmou.

 

Leandro Grass ainda falou que não vai tolerar mais gastos do governo, tendo em vista que essa quantia poderia ser utilizada em outras melhorias na cidade. Além disso, após o repasse, não havia garantia de que o dinheiro seria utilizado para que as empresas quitassem suas dívidas. “Seria passar um cheque em branco para as empresas sem a garantia de que pagariam os trabalhadores”, observou.

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