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Dia 13 de maio, o aniversário da falsa abolição!

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Comemorar esta data como a redenção do povo negro interessa apenas como reforço da narrativa de racista de que no Brasil há uma democracia racial. Uma farsa completa, facilmente desmontada quando observamos a história e os indicadores sociais brasileiros.

A assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1988, pela princesa Isabel Cristina, representa um grande teatro montado pela elite branca escravocrata do País para manter seu status e dominação sobre a população negra. Ao contrário da narrativa que se tentou criar, a abolição nem de longe foi um ato de benevolência, muito menos de justiça da Coroa Portuguesa.

Desde o primeiro minuto, a população negra resistiu à escravidão. A formação dos kilombos, a construção de territórios tradicionais de matriz africana, popularmente chamados de terreiros, além das inúmeras revoltas negras comprovam essa história de resistência.

Toda essa movimentação causou medo na elite escravocrata, que, entre outras razões, temia que no Brasil se repetisse o que ocorreu no Haiti em 1791: uma revolução negra que logrou expulsar à força os colonizadores franceses daquele país.

Passados 134 anos da assinatura da Lei Áurea é fácil verificar que a escravidão ainda deixa marcas sangrentas em nosso País. A desigualdade racial fica evidente quando observamos que ainda está em curso um genocídio contra população negra. Segundo os dados oficiais, a cada 23 minutos um jovem negro é assassinado neste País.

Apesar da implantação das ações afirmativas, tão combatidas pelo atual governo federal racista, as desigualdades no mundo do trabalho e no acesso à educação são gritantes. Pessoas negras ainda são minoria nas universidades. No mercado de trabalho, pretos e pardos têm salários menores quando comparados aos das pessoas não negras e, raramente, ocupam postos de comando nas empresas. Isso é visivelmente mais grave quando olhamos a situação das mulheres negras.

Portanto, os movimentos negros seguem em luta por uma verdadeira abolição. Pelo fim do genocídio da população negra. Por respeito aos nossos territórios sagrados e nossas tradições de matriz africana. Por igualdade de acesso e oportunidade a todos os espaços. Pelo fim da escravidão! Pelo fim do racismo e da opressão.

 

(*) Por Daniel Kibuku, secretário de Combate ao Racismo do PT, Tata Kambono da Nzo Ana Nzambi, Casa de Candomblé de Angola, Águas Lindas de Goiás.

 




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