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Desde 2018, Rússia se desfez de 97% dos títulos da dívida dos EUA que detinha, segundo novos dados

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No início de julho, o Ministério das Finanças russo anunciou que reduziu a participação do dólar dos EUA no Fundo Nacional de Riqueza (NWF, na sigla em inglês) para zero, substituindo-o por yuans, euros e ouro.

 

O investimento russo em títulos do governo dos EUA caiu cerca de US$ 150 milhões (aproximadamente R$ 767 milhões) no mês de maio, mostram dados recém-publicados do Departamento do Tesouro dos EUA.

 

“A carteira da Rússia, que totalizava US$ 3,976 bilhões (R$ 20,3 bilhões) em março de 2021, caiu para US$ 3,805 bilhões (R$ 19,4 bilhões) em maio. Este valor inclui US$ 3,5 bilhões (R$ 17,9 bilhões) em títulos do tesouro de curto prazo e US$ 305 milhões (R$ 1,56 bilhão) em títulos de longo prazo”.

 

A Rússia saiu do ranking dos maiores detentores de dívida dos EUA em 2018, quando começou a vender seus US$ 96 bilhões (R$ 491 bilhões) em títulos de dívida dos EUA.

 

 

Notas de euro, dólares americanos e de Hong Kong, libras e yuan chinês
Notas de euro, dólares americanos e de Hong Kong, libras e yuan chinês. © REUTERS / JASON LEE

Redução dos ativos em dólar

 

 

O corte contínuo nas participações do tesouro dos EUA segue-se ao anúncio pelas autoridades russas no início deste mês de que as reservas outrora pesadas de Moscou no fundo de segurança do Fundo Nacional de Riqueza do país caíram para zero, tendo agora a seguinte distribuição: euro (39,7%), yuan (30,4%), ouro (20,2%) e iene (4,7%). No total, o fundo está avaliado em cerca de US$ 959,71 bilhões (R$ 4,9 trilhões).

 

“As autoridades russas tomaram medidas para cortar as participações em dólares e os investimentos no tesouro norte-americano após apontarem para uma série de ações hostis de Washington contra Moscou e sugerirem que a política de sanções dos EUA ajuda a minar a confiança internacional em sua moeda”.

 

No início deste ano, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse estar confiante que o afastamento da Rússia do dólar seria emulado por outros países, à medida que essas nações começassem a “duvidar da estabilidade da moeda e do país que a está emitindo”.

 

 

Do site Sputnik Brasil

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