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Derrota de Kissinger

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O conselheiro-mor de Tio Sam, Henri Kissinger, escreveu artigo no Spectator no qual joga a toalha sem dizer que jogou para reconhecer que a estratégia que recomendou para tentar destruir a Rússia não deu certo.
Agora, pragmaticamente, clama por uma negociação, que, lá atras, não topou, na falsa certeza de que seria possível vencer os russos.

 

Até antes de 24 de fevereiro, quando Rússia invadiu, preventivamente, a Ucrânia, armada por EUA e Otan, Kissinger se opôs às propostas de Putin de a Ucrânia se manter neutra e não cair no conto do vigário de Tio Sam de se aliar à Otan, o que levaria à guerra.

 

Ao contrário, Kissinger/CIA não deu ouvidos ao Krelim e intensificou pregação em favor de armar a Ucrânia.

 

Nesses últimos dias, Ângela Merkel, ex-chanceler alemã, cinicamente, admitiu que os acordos de Minsk não eram para valer.

 

Foram levantados apenas para dar tempo à Ucrânia se armar com apoio dos EUA/Otan, a fim de abrir fogo contra Moscou.

 

Que papelão, hein, Merkel?

 

Zakharova, a porta-voz russa, desancou a ex-chanceler pelo papel vergonhoso que desempenhou sob pressão de Washington.
Ou seja, o teatro da guerra estava armado, não por Putin, mas por Biden e sua turma da Otan.

 

Que deveria fazer o presidente russo?

 

Ficar de braços cruzados, boca aberta, escancarada, esperando a morte chegar, como diria Raul Seixas, ou antecipar-se, preventivamente, se já amargava o fato de a Ucrânia, nazistificada pela Otan/EUA, estar agredindo aos territórios do Dombass, de população, majoritariamente, russa, sofrendo ataques que resultaram em mais de 14 mil mortes?
A verdade chegou antes do que se esperava.

 

A Rússia não foi derrotada, porque agiu antecipadamente e, mesmo diante das sanções comerciais imposta por Washington está conseguindo se salvar, relativamente, a contento, embora já haja dentro da Rússia muita dor de cabeça para Putin, alvo de conspirações que, certamente, tem Washington por trás.

REAÇÃO FULMINANTE AO DÓLAR

 

Putin fechou a Rússia ao dólar e passou a comercializar suas exportações, apenas, em sua moeda, o rublo.

 

Compensa, por sua vez, suas perdas, aproximando-se da China e os ocidentais, sem alternativa, enfrentam, por conta da reação russa, altas inflações e desetabilizações financeiras e econômicas, pois, afinal, dependem das matérias primas russas, especialmente, petróleo, gás e minérios, sem os quais não sobrevivem.

 

Washington, nesse contexto, não ficou mais forte.

 

Ao contrário, a moeda de Tio Sam balançou e o Banco Central dos EUA, para não vê-la sucumbir-se, frente às pressões inflacionárias, elevou a taxa de juros, cujas consequências favorecem a China na disputa comercial com a América no cenário global.

 

E o mundo, desde, então, de 24 de fevereiro até agora, virou de ponta cabeça, sem que os americanos conseguissem promover o que mais desejam: mudança de regime na Rússia.

Certamente, Putin não vive dias de tranquilidade em meio à guerra preventiva que desencadeou, mas o colapso russo que Kissinger imaginou não aconteceu.

 

O mundo unipolar pelo qual os Estados Unidos se batem entrou em crise e o seu contrário, o mundo multipolar, que apregoa Putin, agora, aliado de Jiping, presidente da China, amplia-se com a relação comercial das duas potências – uma nuclear, outra comercial – rumo à Eurásia, para construção da Rota da Seda.

 

IMPERIO FLOPOU

 

O artigo de Kissinger é jogada de toalha no teatro da guerra.
O estrategista do imperialismo americano, envergonhadamente, propõe, com as mudanças que saíram do controle de Washington, novo pacto entre as potências.

 

Sem mais delongas, Kissinger cai na real de que não dá para tirar a Rússia de cena, de forma humilhante, para favorecer os interesses imperialistas do ocidente.

 

Não há mais como se estabelecer uma nova pax americana na linha anterior de incorporar a Ucrânia à Otan.

 

Fica, ao contrário, assentada, com força, a proposta, feita antes da guerra por Putin, de que a neutralidade dos ucranianos é condição sine qua non para negociar a pacificação.

 

Os termos de Kissinger permanecem falsamente altivos sem poder ser ativos, porque a força russa, bancada por armas atômicas, demonstra seu protagonismo decisivo para romper a unipolaridade imperialista a favor de nova mudança cuja cara é a multipolaridade global, goste ou não Washington.

 

Eis a nova ordem, feita com sangue, graças aos erros estratégicos praticados por estrategistas como Kissinger cujos cálculos, como mostra a nova realidade mundial, falharam.

 

(*) Por César Fonseca, jornalista, atua no programa Tecendo o Amanhã, da TV Comunitária do Rio e edita o site Independência Sul Americana

 

https://www.spectator.co.uk/article/the-push-for-peace/
https://www.rt.com/…/568389-kissinger-ukraine-peace…/
How to avoid another world war

 




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