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Deputados distritais aprovam projeto de censura à arte e colocam DF no obscurantismo

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Nesta terça-feira (28/3), a Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou um projeto de lei que censura exposições artísticas e culturais na capital da República.

 

O Projeto de Lei (PL) 1958/2018 – de autoria do presidente da Câmara Legislativa, deputado Rafael Prudente (MDB) – proíbe exposição artística ou cultural com teor pornográfico ou vilipêndio a símbolos religiosos em espaços públicos no DF.

 

A grande pegadinha dos censores é colocar sempre na frente a palavra “pornográfico”, para depois esconder as reais intenções que são proibir a arte de uma forma mais abrangente. Por exemplo, se a capela sistina, pintada por Michelangelo, estivesse no DF, segundo esta lei deveria ser censurada. Isso para não citar várias obras do Império Romano, que se estivessem em algum museu em Brasília provavelmente seriam retiradas do local e queimadas ou enviadas de volta à Roma.

 

A deputada Arlete Sampaio (PT) comentou a importância da visita de crianças e adolescentes a museus como o Louvre, em que há várias obras com nudez, por exemplo. “Não podemos fazer censura à livre manifestação cultural. Se a pessoa não quer ver alguma exposição, ela não precisa ir”, apontou. O deputado Fábio Félix (Psol) chegou a apresentar um recurso tentando anular a votação na Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) porque o projeto fere o Artigo 5º da Constituição. Inconformado com a censura, o deputado pretende recorrer à Justiça.

 

Mais um dia lamentável para a triste realidade que o Distrito Federal vive atualmente, com mais de 2 mil mortes por Covid-19 e o governador Ibaneis Rocha liberando idosos para frequentar igrejas e falando em abrir as escolas. Morrer gente de Covid-19 não importa muito, afinal, é preciso “tocar a vida”, como afirmou o presidente Jair Bolsonaro, aliado de Ibaneis, quando o Brasil se aproximava de 100 mil óbitos.

 

Mas expor obras de arte, isso sim é um perigo para a vida dos brasilienses. É o pensamento desses deputados obscurantistas que votaram a favor e dos que se esconderam para não declarar o que pensam. Eles entram pra história como censores da arte, da cultura e do livre pensamento. Confira a lista a seguir.

 

 

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