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Deputados de Mato Grosso aprovam homenagem a policiais que cometeram chacina em favela do Rio

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O petista Lúdio Cabral foi o único parlamentar a votar contra a moção de aplausos

 

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso aprovou, na quarta-feira (12), moção de aplausos à Polícia Civil do Rio de Janeiro, pela operação que resultou na morte de 29 pessoas, sendo um policial e 28 moradores da favela do Jacarezinho, na semana passada. O único voto contrário foi do deputado estadual Lúdio Cabral (PT-MT).

 

“É inaceitável a Assembleia Legislativa aprovar moção de aplausos a uma operação que matou 29 pessoas. Não tem sentido essa homenagem. Sob qualquer ponto de vista, se trata de uma operação desastrosa, fracassada e, muito provavelmente, criminosa”, argumentou Lúdio durante a votação.

 

O petista observou que, dos 21 investigados que deveriam ser detidos na operação, três foram presos, três foram mortos e os outros fugiram. “A maioria das pessoas que foram mortas não estavam sob investigação. Há também vários feridos por estilhaços, inclusive trabalhadores do metrô. A polícia não existe para matar pessoas. A polícia deveria deter os criminosos, que têm que ser detidos e julgados”, afirmou.

 

Deputados integrantes da bancada da bala e deputados bolsonaristas defenderam a homenagem. “Só morreu vagabundo e marginal na operação. A única pessoa de bem que morreu lá foi o policial”, afirmou Elizeu Nascimento (PSL), que é policial militar.

 

Lúdio Cabral desabafou no Twitter depois da votação: “Votei contra, mas tem dia que dá vergonha ser deputado. Apologia à morte? Aplausos a uma chacina? É inaceitável.”

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